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Covid-19 | Recomendações

A SPCIR mantém-se atenta à evolução da pandemia COVID 19, que assola o país desde o início de março, e condiciona desde então a prestação de cuidados de saúde à população. Foi emitida uma Posição da SPCIR em maio último, contendo recomendações sobre a seleção de utentes para retoma de atividade, a gestão do Serviço Cirúrgico em fase de retoma de atividade e algumas notas técnicas relativas à prática cirúrgica.

Neste sentido a SPCIR sugere a leitura de recomendações sobre o reforço de segurança na abordagem minimamente invasiva, emitidas por entidades reconhecidas, como sejam a SAGES (Society of American Gastrointestinal and Endoscopic Surgeons), EAES (European Association of Endoscopic Surgery), entre outras. Sublinha-se o risco de libertação do vírus SARS-CoV-2 conjuntamente com o CO2 durante a cirurgia laparoscópica, pese embora o não reporte, à data, de infeção de profissionais de saúde por esta via. Por conseguinte, sugerem o uso de equipamentos com filtro de CO2 para libertação de partículas aerossolizadas, o uso de pneumoperitoneu de baixa pressão e estável e desaconselhando a utilização de insufladores de duas vias, de forma a prevenir a colonização de agentes patogénicos no circuito do insuflador. Para o efeito sugere-se a leitura da informação constante nos links e PDF’s anexos.

Profissionais no Topo do Combate à Pandemia

Caros Parceiros da Convenção Nacional da Saúde,
Em tempos difíceis como os que vivemos, as boas notícias fazem falta a todos os profissionais e também aos cidadãos em geral.
Numa sondagem da Intercampus para o Negócios e o Correio da Manhã recentemente divulgada, os portugueses elegeram os profissionais de saúde como quem esteve melhor no combate à COVID-19.
Acreditamos que esta é a melhor homenagem que os profissionais de saúde podiam receber à sua capacidade técnica, mas também à dedicação, resiliência, humanismo e solidariedade.

Neste sentido, partilhamos um texto completo sobre estes resultados e enviamos, em anexo, um gráfico que gostaríamos que partilhassem junto dos vossos contactos, via email, WhatsApp, Facebook e restantes redes sociais, certos de que a divulgação pública desta sondagem é uma homenagem simples, mas justa, que podemos fazer a quem dedica a sua vida a salvar vidas. Caso seja mais fácil, partilhamos o link para a publicação no Facebook da Ordem dos Médicos disponível em https://bit.ly/profissionaisnotopo.

Quanto aos resultados globais da sondagem, as hipóteses eram várias: Primeiro-Ministro, Presidente da República, Ministra da Saúde, Diretora-Geral da Saúde, Serviço Nacional de Saúde ou Profissionais de Saúde. Os portugueses não hesitaram e elegeram os profissionais de saúde como os que estiveram melhor no combate à pandemia da COVID-19.

Aos inquiridos foi perguntado “Quem esteve melhor e pior no combate ao coronavírus?” e a resposta podia ser “menos bem”, “bem”, “muito bem” ou “não sabe/não responde”. Em relação aos profissionais de saúde (médicos, enfermeiros e outros profissionais), 77% deram a classificação máxima e 21% escolheram “bem”, o que perfaz um total de 98% de avaliações positivas. Os profissionais de saúde foram, aliás, os únicos a merecer a nota máxima de forma tão expressiva.

Mesmo o SNS, que recebeu a segunda maior taxa de resposta de “muito bem”, só obteve 32%. O “bem” fixou-se nos 56%, perfazendo um total de 88% de reconhecimento ao trabalho das unidades de saúde.

O terceiro lugar foi para o Primeiro-Ministro, com 27% de “muito bem” e 58% de “bem” (total de 85% de avaliações positivas). Ainda assim, 13% dos inquiridos deram nota negativa. O Presidente da República surgiu em quarto lugar, com um total de 81% de avaliações positivas (27% muito bem e 54% bem) e 18% de avaliações negativas.

Em quinto lugar os portugueses colocaram a Ministra da Saúde, com 21% de “muito bem” e 51% de bem (total de 72%). Mesmo Assim, 27% dos inquiridos consideraram que Marta Temido esteve “menos bem”. O último lugar coube à Diretora-Geral da Saúde, que recolheu apenas 18% de “muito bem” e 47% de “bem”, num total de 65%. O “menos bem” foi apontado para Graça Freitas por 33% dos participantes no estudo.

O trabalho da Intercampus decorreu entre 9 e 13 de Junho. O inquérito foi feito por telefone a 610 pessoas, numa amostra representativa da população portuguesa. O erro máximo de amostragem deste estudo, para um intervalo de confiança de 95%, é de ± 4,0%. A taxa de resposta foi de 62%.


Gratos pela vossa colaboração, apresentamos os nossos melhores cumprimentos,
Eurico Castro Alves
Presidente da Comissão Organizadora da Convenção Nacional da Saúde

Recomendações da SPCI para a Abordagem do COVID-19 em Medicina Intensiva

A Equipa da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos e do Grupo Infeção e Sépsis que elaborou as Recomendações da Sociedade Portuguesa de Cuidados Intensivos para a Abordagem do COVID-19 em Medicina Intensiva, tem como sua missão atualizar estas recomendações à medida que se acumulam experiência prática e novas evidências.

Assim, apresentamos uma atualização das Recomendações no capítulo CORTICOTERAPIA.

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