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V015ID: 2527221 - 2017-11-11
TítuloRecidiva de cancro do recto: Exenteração pélvica com sacrectomia distal
AutoresJulio S Leite (1), António Manso (1), Manuel Rosete (1), Sheila Martins (2)
HospitalCentro Hospitalar Universitário Coimbra

Objectivo/Introdução
Nos casos de recidiva após cirurgia no cancro do recto a exenteração pélvica tem permitido controlar a doença com bons resultados à distância.

Material e Métodos
Um doente de 72 anos apresentava recidiva local de cancro do recto com invasão do sacro distal. Tinha efetuado 16 meses antes ressecção anterior do recto após radioterapia longa. No vídeo mostra-se a técnica cirúrgica da abordagem perineal em decúbito ventral para a realização da sacrectomia distal. O cólon foi previamente mobilizado com o doente em litotomia, identificou-se o nível para a sacrectomia com fio de Kirschner e realizou-se a colostomia terminal. A incisão perineal perianal prolongou-se na linha média sobre o sacro para além da marca do fio de Kirschner e o sacro foi separado dos músculos glúteos. A secção do sacro foi efetuada com osteótomo na transição S3/S4 e completou-se a separação do sacro após secção bilateral dos ligamentos sacroespinhosos, ficando assim apenas fixo à massa tumoral. Após extração perineal do cólon procedeu-se à dissecção da massa em relação à próstata e à retirada em bloco da peça. A ferida perineal foi encerrada sem retalhos e utilizou-se um penso cirúrgico com pressão negativa permanente.

Resultados
O doente teve alta ao 9º dia e a anatomia patológica revelou pT3N0, R0.

Discussão
O presente caso demonstra a vantagem da ressecção R0 nos casos de neoplasia rectal com invasão do sacro, através da sacrectomia em posição ventral.

V241ID: 2956913 - 2017-11-19
TítuloPAPEL DA CIRURGIA LAPAROSCOPICA NA HEPATOLÍTIASE
AutoresNádia Rodrigues da Silva (1), João Santos Coelho (1), Eduardo Barroso (1)
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
A hepatolítiase (HL) é uma patologia rara no mundo Ocidental. Apresenta-se como uma doença progressiva caracterizada por colangites recorrentes, estenoses da via biliar intra-hepática, atrofia parenquimatosa e por fim cirrose biliar secundária. Existem várias alternativas terapêuticas. A ressecção hepática é recomendada nos doentes com HL unilobar, na presença de estenoses da via biliar intra-hepática, atrofia parenquimatosa e risco de transformação em colangiocarcinoma.

Material e Métodos
No nosso centro temos 11 doentes operados nos últimos 10 anos [Jan 2006- Dez 2016] no contexto de HL, 2 por via laparoscópica. Apresentamos o caso de uma doente de 81 anos de idade com HL unilobar esquerda associada a atrofia parenquimatosa. A doente apresentava episódios recorrentes de dor abdominal no hipocôndrio direito, e tinha como antecedentes relevantes, colecistectomia de Kocher há 33 anos.

Resultados
Foi realizada Hepatectomia esquerda laparoscópica que decorreu sem intercorrências. A doente teve alta ao 6º dia pós-operatório. A histologia da peça operatória não apresentava foco de displasia.

Discussão
A ressecção hepática em doentes com HL unilobar deve ser considerada o tratamento de escolha para evitar futuras complicações da doença, incluindo o risco de transformação para colangiocarcinoma. A cirurgia laparoscópica encontra um papel nesta via de abordagem.

V295ID: 4719102 - 2017-11-19
TítuloRessecção hepática ex-situ por Colangiocarcinoma intra-hepático – Hepatectomia esquerda alargada aos segmentos 1, 5 com ressecção da ...
AutoresR. Martins (1,2,3), D. Diogo (1), P. Oliveira (1), H. Vieira (1,4), Resende R (5), RC Oliveira (6), MA Cipriano (6), JG Tralhão (1,2,3) e E. Furtado (1)
HospitalCentro Hospitalar Universitário Coimbra

Objectivo/Introdução
O Colangiocarcinoma intra-hepático (CCI) é o segundo tumor hepático primitivo maligno mais frequente, sendo a hepatectomia parcial (HP) a única terapêutica com intuito curativo. Alguns, são considerados irressecáveis pela abordagem convencional (envolvimento das veias hepáticas (VH) e/ou da veia cava inferior (VCI). Nestas situações, a HP ex-situ, é uma alternativa. Os autores apresentam um vídeo referente a uma HP ex-situ por CCI com invasão da VCI e do confluente das VH.

Material e Métodos
Mulher, 39 anos, lesão hepática (Sg 1, 2, 3, 4, 5) de 15 cm, invasão do confluente das VH sem plano de clivagem com a VCI. Quimioterapia com ligeira diminuição das dimensões. Submetido a HP ex-situ.

Resultados
Apresentam-se as diferentes fases da intervenção cirúrgica: exclusão de localizações extra-hepáticas, hepatectomia total com ressecção da VCI, hepatectomia esq alargada aos Sg 1 e 5, substituição da VCI por prótese vascular (PV) e re-implante do fígado restante na PV com anastomose da VH dta reconstruída à PV. Pós-operatório sem complicações, alta ao 12º dia.

Discussão
A técnica de HP ex-situ é um procedimento complexo, muitas vezes única oportunidade potencialmente curativa em pacientes com tumores que invadem a VCI e/ou as VH. A indicação e criteriosa seleção dos pacientes são determinantes dado os riscos associados a este procedimento.

V339ID: 2039396 - 2017-11-19
TítuloLinfadenectomia D2 via laparoscópica por neoplasia gástrica
AutoresAndré Batista, Fabiola Amado, Joana Seabra, Xavier Sousa, Vanessa Praxedes, Nuno Monteiro, José Batista, Isa Santos, Rita Baía, Joana Almeida, Margarida Correia, Rui Garcia, Aurora Pinto, Luís Cortez
HospitalCentro Hospitalar de Setúbal, EPE

Objectivo/Introdução
O cancro gástrico é a 4ª neoplasia mais comum no mundo e o 2º responsável por morte pelo cancro. A presença ou ausência de metástases ganglionares é um dos fatores prognósticos mais importantes. A linfadenectomia tem assim um papel importante: diminuição da recidiva loco-regional, estadiamento mais preciso e melhoria da sobrevida.

Material e Métodos
Homem, 67 anos que inicia quadro de perda ponderal (14kg) e astenia com 2 meses de evolução. Por dor epigástrica recorreu ao SU onde realizou EDA que revelou lesão vegetante e ulcerada no corpo gástrico, cujas biopsias revelaram adenocarcinoma moderadamente diferenciado. O doente realizou analises, ecoendoscopia e TC, sendo o seu estadiamento clínico cT1bN0M0.

Resultados
Doente foi submetido a gastrectomia total com linfadenectomia D2 via laparoscópica. Foi realizada cirurgia curativa (R0) com excisão de 49 gânglios, 4 com metástase (pT3N2aMx). Realizou quimioterapia adjuvante e encontra-se no 13º mês de follow-up sem evidência clínica de recidiva.

Discussão
Apesar de alguns estudos terem demonstrado uma melhoria da sobrevida com linfadenectomia D2, principalmente em doentes com doença avançada, permanece ainda controvérsia acerca das vantagens/desvantagens da linfadenectomia D1 vs D2. A abordagem cirúrgica laparoscópica é um tratamento seguro e eficaz com resultados oncológicos equivalentes, menos dor pós-operatória e alta hospitalar precoce.

V364ID: 8808306 - 2017-11-20
TítuloAbordagem estandardizada na hemicolectomia direita via robótica - Uma janela para o futuro?
AutoresPedro Vieira, Hugo Domingos, José Filipe Cunha, Amjad Parvaiz, Nuno Figueiredo
HospitalFundação Champalimaud

Objectivo/Introdução
A Excisão Completa do Mesocólon (ECM) precisa, consistente e reprodutível é o factor mais importante para os resultados pós-operatórios da hemicolectomia direita, independentemente da abordagem aberta, laparoscópica ou robótica.  Objectivo: demonstrar a abordagem estandardizada da ECM na hemicolectomia direita via robótica realizada no nosso centro e a sua importância para um progresso mais rápido na curva de aprendizagem desta via de abordagem.

Material e Métodos
Através da visualização e edição do material vídeo das dez primeiras cirurgias consecutivas de hemicolectomia direita por via robótica, escolhendo os passos fulcrais à realização de uma ECM robótica de forma modular e com respeito dos planos embriológicos

Resultados
Foram considerados essenciais para a abordagem estandardizada da ECM da hemicolectomia direita via robótica os seguintes passos: posicionamento e acoplagem do robôt; exposição; mobilização em sentido médio-lateral; dissecção e laqueação vascular na sua emergência; mobilização sub-ileal; e rebatimento do ângulo hepático. Esta abordagem foi usada de forma sistemática nos dez primeiros doentes operados por esta via de abordagem.

Discussão
A ECM na hemicolectomia direita via robótica não se encontra ainda sistematizada numa abordagem estandardizada e reprodutível, pelo que a abordagem aqui demonstrada poderá ser um meio de garantir uma progressão mais célere na sua curva de aprendizagem, permitindo assim que a via robótica possa ser considerada pelo menos não-inferior às restantes vias.

V371ID: 1024739 - 2017-11-20
TítuloFEOCROMOCITOMA DA SUPRA-RENAL DIREITA
AutoresEmília Fraga, João Almeida, Catarina Melo, António Bernardes, Júlio S Leite
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
Doente do sexo masculino, de 67 anos, seguido pela Endocrinologia por taquicardia e hipertensão arterial de difícil controlo. Foi pedido o doseamento das metanefrinas urinárias que revelou valores muito superiores ao normal. A TC abdominal mostrou uma massa sólida na dependência da glândula supra-renal direita com cerca de 4,1 cm. Após ter completado o bloqueio alfa-adrenérgico com fenoxibenzamina, foi proposto para cirurgia.

Material e Métodos
Foi submetido a Suprarenalectomia direita por via laparoscópica. A cirurgia teve a duração de aproximadamente 46 minutos.

Resultados
O período pós-operatório decorreu sem intercorrências e o doente teve alta ao 3º dia pós-operatório.

Discussão
A abordagem laparoscópica transperitoneal da supra-renal é uma cirurgia segura e facilmente reprodutível. No caso específico dos feocromocitomas, o bloqueio alfa-adrenérgico é obrigatório.

V392ID: 2697796 - 2017-11-20
TítuloTratamento de hérnias diafragmáticas por via laparoscópica: a propósito de dois casos clínicos
AutoresSantos, Cláudia; Araújo, Ana; Contente, Helena; Branco, Cláudia
HospitalCentro Hospitalar de Lisboa Ocidental, EPE

Objectivo/Introdução
O tratamento de hérnias diafragmáticas por via laparoscópica tem vindo a aumentar significativamente representando uma alternativa segura e eficaz à abordagem cirúrgica convencional. A abordagem laparoscópica permite de um modo geral uma melhor visualização do diafragma e do defeito herniário e está associada a uma diminuição da morbilidade e da dor pós-operatória para os doentes. São apresentados os vídeos do tratamento cirúrgico laparoscópico de dois casos clínicos de hérnias diafragmáticas. No primeiro caso foi realizada apenas rafia do defeito herniário e no segundo caso foi colocada uma prótese de dupla-face. Ambos os procedimentos decorreram sem complicações e os doentes mantêm-se assintomáticos e sem sinais de recidiva até ao momento.

V522ID: 1411795 - 2017-11-20
TítuloEnucleação de lipoma esofágico submucoso por VATS
AutoresMaria Sousa, José Pinto, Humberto Cristino, Mário Reis, André Goulart, Fernanda Nogueira, Pedro Leão
HospitalHospital de Braga

Objectivo/Introdução
Objetivos: relato de um caso de enucleação toracoscópica de um lipoma esofágico. Os lipomas do trato gastrointestinal, e concretamente os lipomas esofágicos, são extremamente raros. Nos últimos anos, a enucleação toracoscópica tem-se vindo a demonstrar como a abordagem preferida para a maioria destas lesões

Material e Métodos
Métodos: os dados clínicos foram coletados a partir de registos computadorizados do processo do paciente, assim como registos, vídeos e fotografias colhidos durante a cirurgia.

Resultados
Resultados: paciente de 68 anos de idade, sexo masculino, diabético e hipertenso, com clínica de disfagia, associada a impactação por compressão extrínseca. A endoscopia digestiva alta revelou uma massa no espaço submucoso, com mucosa esofágica normal, a 22cm da arcada dentária superior. A TC revelou um lipoma esofágico de 42x9x16 a nível do esófago medio-superior, com efeito de massa e compressão luminal. Em abril de 2016, o paciente foi submetido a uma enucleação do lipoma esofágico por via toracoscópica vídeo assistida. Foi realizada incisão na camada muscular externa do esófago de forma a expor a lesão, que foi completamente enucleada. A cirurgia e o período pós-operatório decorreram sem intercorrências, tendo alta ao 3º dia. A histologia confirmou o diagnóstico de lipoma. Atualmente, o paciente encontra-se assintomático.

Discussão
Conclusões: o tratamento depende da clínica, do tamanho e da origem dos tumores benignos do esófago. A enucleação VATS de lipomas esofágicos é um tratamento seguro e eficaz.