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V002ID: 2320062 - 2015-11-17
TítuloCistogastrostomia laparoscópica por pseudoquisto pancreático em doente com bypass gástrico com montagem em Y Roux (BGMYR)
AutoresDavid Aparício, Wilma Dias, Carlos Leichsenring, Cisaltina Sobrinho, Marta Fragoso, Rui Marinho, Ricardo Rocha, Marta Sousa, Serguei Gouminski, Vasco Geraldes, Vitor Nunes
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
A drenagem interna por via endoscópica de coleções pancreáticas é uma alterantiva drenagem à cirurgia.Nos doentes gastrectomizados ou submetidos a bypass gástrico a drenagem endoscópica interna está condicionada.A abordagem laparoscópica em centros de referência deve ser considerada.

Material e Métodos
Caso clínico de abordagem terapêutica de pseudoquisto pancreático (PP) em doente com bypass gástrico

Resultados
Homem,47anos.AP: BGMYR por via laparoscópica (2007),PAL necrotizante(2013),CVL subsequente e desenvolvimento PP dos anos após .Recorre ao SU por dor abdominal e náuseas. TAC abdominal: formação quística da cauda do pâncreas (97x94mm), condicionando compressão extrínseca do estômago excluído. Abordagem cirúrgica por via laparoscópica: abertura da retrocavidade omental; identificação da porção gástrica excluída e adjacente a este PP; criação de orifício na parede posterior do estômago e no PP, que permitiram aplicação de ENGO GIA 45, para realização de cistogastrostomia; colocação de dreno Blake® peri-anastomótico. Pós operatório sem intercorrências, com alta ao 3º dias pós operatório. Follow up de 5 meses, doente assintomático, com resolução da lesão quística.

Discussão
A abordagem mini-invasiva das lesões quísticas pancreáticas deve ser sempre considerada e realizadas em centros com experiência. Tem múltiplas vantagens e é exequível em doentes com bypass gástrico prévio. O interesse deste caso resulta da utilização desta técnica em doentes com bypass gástrico, havendo poucos relatos na literatura

V003ID: 2353360 - 2015-11-22
TítuloCarcinoma funcionante da supra-renal ? um caso de cirurgia extrema.
AutoresSílvia Gomes da Silva1; Hugo Pinto Marques1; Mafalda Sobral1; Ana Marta Nobre1; Pedro Marques2; Joana Simões Pereira2; Raquel Mega1; João Santos Coelho1; Américo Martins1; Eduardo Barroso1
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
O carcinoma do córtex da supra-renal é um tumor raro e agressivo. O fígado é o principal órgão de metastização. Pela fraca resposta à terapêutica sistémica, a cirurgia de ressecção é a estratégia terapêutica com mais impacto na sobrevida.

Material e Métodos
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Resultados
Apresentamos o caso de um homem de 70 anos, com quadro de 3 meses de evolução de síndrome de Cushing ACTH-independente. Imagiologicamente demostrou-se massa da supra-renal direita com 10cm, associada a lesão hepática com 7cm com invasão da veia cava e trombose venosa desde a confluência das supra-hepáticas até à auricula. O PET-TC confirmou doença metabolicamente activa supra-renal, hepática e pulmonar. Considerado inicialmente irressecável realizou RT sobre a lesão tumoral (80Gy) e iniciou mitotano e metirapone com resposta. Após avaliação multidisciplinar foi proposta ressecção. Foi submetido a adrenalectomia direita, sectorectomia posterior direita e trombectomia da veia cava com recurso a ECMO. Pós-operatório com necessidade de re-intervenção para evacuação de hematoma peri-hepático (16º dia). A histologia confirmou Carcinoma do córtex da supra-renal. Ao 3º mês de follow-up encontra-se assintomático e com valores tensionais normais. Os autores apresentam o vídeo desta cirurgia complexa e laboriosa.

Discussão
A ressecção cirúrgica dos carcinomas metastizados da supra-renal pode obrigar a soluções técnicas complexas. O recurso à cirurgia extrema, como o que apresentamos, conduz a um aumento da sobrevida e do período livre de sintomas.

V007ID: 1593049 - 2015-11-09
TítuloTratamento cirúrgico de hidatidose esplénica e hepática
AutoresJorge Pereira, Julio Constantino, Luis Pinheiro
HospitalCentro Hospitalar TondelaViseu, EPE

Objectivo/Introdução
A doença hidática constitui ainda, em Portugal, um problema de saúde importante, sobretudo nas regiões de influência rural. Embora a hidatidose hepática seja a mais frequente, outras localizações são possíveis, como a esplénica, a pulmonar, a peritoneal, entre outras. O tratamento standard, com resultados mais fiáveis, é a cirurgia. Nos últimos anos têm surgido novas alternativas terapêuticas, menos invasivas, cujos resultados ainda não foram devidamente comparados com a cirurgia.

Material e Métodos
Os autores apresentam o vídeo de um caso clinico de uma doente de 56 anos, com hidatidose esplénica e hepática. O procedimento iniciou-se pela esplenectomia laparoscópica seguido de ablação do quisto hepático por radio-frequência, guiada por ecografia, por ser menos acessível.

Resultados
Foi verificada, intra-operatoriamente, a colocação adequada do cateter de RF e o resultado final após ciclo de 12 minutos de ablação padrão. O pós-operatório decorreu sem incidentes e a doente teve alta bem ao 4º dia.

Discussão
Têm surgido, nos últimos anos, trabalhos na literatura referindo a utilização da ablação por RF de quistos hidáticos hepáticos. A maioria dos trabalhos são séries pequenas e com follow-up curto, mas os resultados são animadores. Em casos selecionados, a RF pode ser uma opção, quer utilizada por via percutânea, quer por laparoscopia em quistos com localização menos acessível.

V009ID: 3011393 - 2015-11-14
TítuloOPERAÇÃO DE PARTINGTON-ROCHELLE
AutoresTiago Fonseca, Mariana Costa, Jessica Neves, Vera Oliveira, Marta Guimarães, Pedro Rodrigues, Domingos Rodrigues, Jorge Costa, Gil Gonçalves, Mário Nora
HospitalCentro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE

Objectivo/Introdução
A pancreatite crónica (PC) constitui uma patologia que atinge 4-5% da população. A cirurgia está indicada no tratamento das complicações desta doença, constituindo a dor refratária ao tratamento médico a principal indicação (90% doentes.

Material e Métodos
Os autores apresentam um vídeo referente a uma operação de drenagem - cirurgia de Partington-Rochelle - referente a um doente de 70 anos do sexo masculino, em seguimento na consulta de cirurgia e consulta da dor por pancreatite crónica, apresentando no curso da mesma dor cronica refrataria ao tratamento médico com 3 anos de evolução. Os exames complementares de diagnóstico demonstraram dilatação do Wirsung com cerca de 1 cm de diâmetro, associado a estenose e litíase intraductal e ausência de massa cefalopancreática.

Resultados
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Discussão
As cirurgia de drenagem encontram-se indicadas em 25% dos doentes de PC, nomeadamente naqueles que apresentam dilatação do Wirsung (superior a 7 mm) e ausência de massa cefalopancreática. Esta permite melhoria da dor em 80% dos doentes, com preservação funcional pancreática 40-60% dos pacientes, associada a baixa morbimortalidade (10% e 1 %).

V017ID: 1481866 - 2015-11-14
TítuloUMA RARA COMPLICAÇÃO DA CIRURGIA BARIÁTRICA
AutoresEmília Fraga, João Almeida, Fernando Manata, Fernando José Oliveira
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
Doente do sexo feminino, de 42 anos de idade, transferida para o serviço de urgência por toracalgia esquerda intensa, de inicio súbito, com cerca de 48 horas de evolução, que não cedia com analgesia. A doente tinha como antecedentes obesidade mórbida, tendo sido submetida a remoção de banda gástrica (por migração da banda) e colecistectomia em Abril de 2015. Foi realizada TC Toraco-abdominal no Serviço de Urgência que revelou colecção líquida ao nível do tórax esquerdo com cerca de 8 cm sugerindo continuidade com a parede gástrica compatível com hérnia. Após o resultado da TC, foi pedida Endoscopia Digestiva Alta que revelou tratar-se de uma provável hérnia diafragmática contendo estômago que apresentava sinais de isquémia.

Material e Métodos
A doente foi submetida a laparoscopia exploradora que constatou a presença de hérnia diafragmática estrangulada, tendo sido reduzido o conteúdo herniário para a cavidade peritoneal com posterior reparação do defeito diafragmático e gastrectomia parcial do tipo Sleeve.

Resultados
O período pós-operatório decorreu sem complicações e a doente teve alta ao 4º dia pós-operatório. O estudo anatomopatológico da peça operatória revelou segmento gástrico com sinais de hemorragia e congestão.

Discussão
O diagnóstico precoce é essencial nas hérnias diafragmáticas estranguladas e para tal é necessário um elevado índice de suspeição, por se tratarem de situações raras. O tratamento é cirúrgico, sendo que a abordagem laparoscópica, permite uma boa visualização e quando praticável, é a ideal.

V019ID: 1690679 - 2015-11-15
TítuloEsofagectomia Transhiatal Laparoscópica com Reconstrução com Tubo de Akiyama em Acalásia Terminal
AutoresAna Marta Pereira, Joana Magalhães, Rui Ferreira de Almeida, Gil Gonçalves, Mario Nora
HospitalCentro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE

Objectivo/Introdução
A acalásia idiopática é a alteração da motilidade esofágica primária mais frequente. O tratamento é geralmente paliativo e visa a melhoria sintomática do paciente. A miotomia de Heller é a técnica cirúrgica standard, sendo eficaz em até 95 porcento. Até 10 porcento dos pacientes pode ser necessária a realização de esofagectomia. Os autores apresentam em vídeo um caso de esofagectomia transhiatal por via laparoscópica com reconstrução com tubo de Akiyama, numa paciente com história de acalásia prolongada e megaesófago.

Material e Métodos
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Resultados
Paciente de 54 anos, sexo feminino, com antecedentes de neurose alimentar desde a infância. Recorre ao SU por intolerância alimentar e epigastralgia. TAC TA:dilatação e tortuosidade esofágica marcadas - esófago sigmoideu - repleto de conteúdo alimentar. Manometria: Aperistalse do corpo esofágico. Endoscopia Digestive Alta: dilatação do corpo esofágico com passsagem fácil para o estômago. Sem lesões. Submetida a esofagectomia transhiatal com reconstrução com tubo de Akiyama por via laparoscópica. Pós-operatório sem complicações. Efetuado estudo contrastado esofagogástrico com boa passagem de contraste, sem fístula.

Discussão
A esofagectomia como tratamento primário da acalásia deve ser considerada nos casos em que a sintomatologia (disfagia, regurgitação), as alterações anatómicas (megaesófago,esófago sigmoideu) e funcionais (aperistalse do corpo do esófago) sejam suficientemente severas que contra-indiquem uma abordagem mais conservadora.

V029ID: 2732202 - 2015-11-15
TítuloResseção anterior do reto ? NOTES puro: step by step
AutoresPedro Leão, Hugo Palma Rios, Carlos Veiga, André Goulart
HospitalHospital de Braga

Objectivo/Introdução
O conceito NOTES (Natural orifice transluminal endoscopic surgery ) emergiu no início deste século com a ambição de realizar cirurgia abdominal por orifícios naturais sem cicatrizes. Desde a primeira descrição por Kallo et al. em 2014 de uma exploração abdominal com biópsia hepática por via transgástrica e de uma apendicectomia por via transgástrica em 2005, que muito se tem investido no desenvolvimento de novas formas, mais seguras e reprodutíveis, de acesso endoscópico transluminal para procedimentos intra-abdominais.

Material e Métodos
Foram realizadas 5 resseções do reto com excisão total do mesorreto exclusivamente por via transanal (3 mulheres e 2 homens).

Resultados
Neste vídeo apresentamos os vários passos da técnica. A plataforma utilizada foi o GelPath Point®. Todos os procedimentos foram completados sem assistência laparoscópica abdominal. Em dois casos foi realizada mobilização do ângulo esplénico. O mesorreto foi totalmente excisado sem qualquer disrupção, com margens distal e circunferencial livres.

Discussão
A resseção do recto por via transanal (NOTES puro) utilizando dispositivos de acesso transanal sem apoio da laparoscopia abdominal é uma técnica cirúrgica exequível e segura. A mobilização do ângulo esplénico é um dos passos mais complexos deste procedimento. A seleção criteriosa dos doentes e uma melhoria dos instrumentos são fatores determinantes para optimizar esta técnica antes de ser utilizada num maior número de casos.

V033ID: 6959734 - 2015-11-14
TítuloEsfincteroplastia em lesão iatrogénica do esfíncter anal
AutoresJúlio S Leite, António Manso, Rodrigo Nemésio, F. Castro Sousa.
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A dissecção da região perianal em ambiente de fibrose residual secundária à infecção e ao trauma cirúrgico é difícil e hemorrágica. O bisturi eléctrico pode reduzir a hemorragia mas a visualização das estruturas anatómicas é menor podendo serem lesadas fibras musculares.

Material e Métodos
No presente vídeo mostra-se que o bisturi "frio" constitui uma boa alternativa.

Resultados
Uma doente de 38 anos referia incontinência após múltiplas cirurgias por recidiva de fístula perianal anterior. Fez biofeedback durante 3 anos sem sucesso. Ecoendoanal revelando lesão do esfíncter entre as 11 e as 4 h. A pressão basal era 87mmHg e a contracção voluntária apresentava incremento de 13 mmHG. No vídeo mostra-se a dissecção das diversas estruturas anatómicas, a execução dos pontos de tipo Mayo de PDS 2/0 e o encerramento dos planos superficiais sem drenagem. Ocorreu apenas ligeira infecção da sutura. Após 6 meses persiste apenas incontinência para gases.

Discussão
Nesta patologia a dissecção "a frio" com bisturi e tesoura permite melhor identificação das diversas estruturas anatómicas e menor probabilidade de as lesar.

V042ID: 2167261 - 2015-11-15
TítuloTÉCNICAS DE ABORDAGEM À ÚLCERA NO PÉ DIABÉTICO
AutoresViveiros, Octávio; Amaral, Patrícia, Formiga, Ana; Neves, José Antunes
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Objectivo: Demonstração videográfica de diferentes técnicas de optimização local da úlcera no pé diabético Introdução: O sucesso diagnóstico e terapêutico da úlcera do pé diabético (UPD) depende de uma abordagem multidisciplinar/multi-profissional, compreendendo um modelo holístico que inclui: um óptimo controlo glicémico, um cuidado local eficaz da UPD, controlo do foco infeccioso, estratégias de alívio de pressão e restauro do fluxo sanguíneo. A optimização local da UDP constitui a etapa de maior importância e compreende:a inspecção frequente, o desbridamento tecidular, o controlo da inflamação/infecção e promoção da granulação. No desbridamento da UDP, os autores apresentam técnicas utilizadas no quotidiano da enfermaria no ambito de desbridamemto cirúgico e de hidrodisseção. A grande morbilidade e mortalidade associada à infecção da UDP implica instituir antibioterapia sistémica de largo espectro, após colheita microbiológica e são apresentadas técnicas de realização do penso diário associado ou não a pensos de pressão negativa para optimização terapêutica. O objectivo primordial do tratamento da UDP é o seu encerramento. Após o controlo da inflamação/infecção é vital a promoção da granulação. Os autores apresentam neste videoss as técnica mais utilizadas neste grupo.

Discussão
Um diagnóstico atempado e tratamento célere e adequado evita a perda do membro, no entanto é necessário manter uma vigilância e tratamento agressivo destes doentes.

V043ID: 1500083 - 2015-11-15
TítuloFasceite necrotizante extensa numa reconstrução cólica seguida de separação de componentes
AutoresJoana F Correia, Rosa Saraiva, Maria João Lima, Daniela Macedo Alves, Rita Peixoto, Catarina Quintela, Eva Barbosa, Emanuel Guerreiro, Fernando Ferreira, António Taveira Gomes
HospitalUnidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE

Objectivo/Introdução
A incidência de hérnia incisional em doentes com ostomias é elevada. Estudos recentes confirmam a exequibilidade da correção simultânea à custa de maior morbilidade da ferida operatória

Material e Métodos
Homem, 45 anos, status de Hartmann por neoplasia cólica, submetido a reconstrução do trânsito intestinal e da parede abdominal com a Técnica de Separação de Componentes Anterior sem prótese. O Pós-operatório complicou com fístula anastomótica que apesar de reparada resultou na referenciação do doente em choque séptico para a nossa Instituição com laparostomia e fasceíte necrotizante. Seguido um plano para controlo da sépsis em 2 compartimentos: desbridamentos sucessivos, laparostomia com tração fascial mediada por rede e sistema de VAC®-Abthera (intra-abdominal) e VAC® - Black e Silver (extra-abdominal), microbiologias seriadas, oxigenoterapia hiperbárica, analgesia epidural para desmame ventilatório, medição da pressão intra-abdominal e uso de tomografia para exclusão de focos sépticos ocultos.

Resultados
Evolução favorável com encerramento da aponevrose ao 13º dia apesar da perda cutânea ventral, autonomia respiratória ao 19º e enxerto dermo-epidérmico expandido ao 41º. Alta ao 61º dia para uma Unidade de Reabilitação Funcional.

Discussão
A fasceíte necrotizante nestes doentes é rara mas catastrófica. A contaminação extra e intraperitoneal conduz a um síndrome inflamatório sistémico grave. Grupos dedicados parecem demonstrar menor morbi-mortalidade na reconstrução abdominal complexa no abdómen contaminado.