Melhores Posteres

P175ID: 2268989 - 2014-11-19
TítuloALPPS: Um recurso precioso em situações difíceis.
AutoresSobral, Mafalda; Corado, Sofia; Pinto Marques, Hugo; Santos Coelho, João; Mega, Raquel; Martins, Américo; Barroso, Eduardo.
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
A tri-sectorectomia esquerda pode aumentar a probabilidade de uma margem livre nos tumores de Klatskin. O ALPPS (Associating Liver Partitionand Portal vein Ligation for Staged hepatectomy), utilizado habitualmente como uma técnica para aumentar a reserva hepática, pode ser usado para tornar ressecáveis alguns tumores avançados. Apresenta-se uma doente com um tumor de Klatskin tipo IV, submetido a uma estratégia cirúrgica original.

Material e Métodos
Doente de 39 anos, com quadro de icterícia obstrutiva. Tratava-se de um tumor de Klatskin tipo IV, após CPRE é submetido a embolizaçãoportal esquerda para posterior hepatectomia esquerda alargada. Por icterícia persistente é submetido a CPT, que revela invasão do sector anterior direito, e separação dos ramos biliares para os segmentos 6 e 7. Foi então proposta, como medida de recurso, uma tri-sectorectomia esquerda por ALPPS.

Resultados
Primeira intervenção: Secção parenquimatosa, linfadenectomia e hepatico-jejunostomia a 4 canais para os segmentos 6 e 7. A análise histológica demonstrou não haver tumor na margem e registou-se uma progressiva descida dos valores de bilirrubina. Duas semanas depois é submetido ao 2º tempo, com totalização de tri-sectorectomia esquerda também aqui sem intercorrências relevantes.

Discussão
O tratamento cirúrgico dos tumores de klatskin pode ser complexo e a tri-sectorectomia esquerda é uma forma de aumentar a possibilidade de uma margem negativa em alguns doentes. A opção de associar esta cirurgia ao ALPPS ainda não foi descrita.

P175ID: 2399755 - 2015-11-14
TítuloUm caso de feocromocitoma
AutoresGomes D., Gomes R., Gonçalves MR., ; Brito T., Rodrigues AC; Pereira L.; Pinto D.; Midões A.
HospitalUnidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE

Objectivo/Introdução
Felix Frankel descreveu pela primeira vez um caso de feocromocitoma, em 1886. Este tumor tem origem nas células neuroectodérmicas da medula suprarrenal, produzindo catecolaminas que levam ao aparecimento de sintomas. Estudos recentes confirmam que aproximadamente 25% dos doentes com feocromocitoma apresentam mutações genéticas (NF-1, VH, RET) características dos síndromes neoplásicos de transmissão autossómica dominante. O que mais frequentemente se associa a este tipo de tumores é a Neurofibromatose tipo 1.

Material e Métodos
Mulher de 22 anos, seguida em consulta de NRL por apresentar mutação do gene NF1 e alterações cutâneas e musculoesqueléticas características da NF1. Apresentou queixas de palpitações, tremor e cefaleias de tipo paroxístico. ECD: Ecografia renal: "presença de nódulo da suprarrenal direita (adenoma incidental)"; TCsuprarrenais: "exuberante nódulo das suprarrenal direita com aproximadamente 56 mm compatível com feocromocitoma";Doseamento de metanefrinas: AVM 9.18mg/24h com elevação de metanefrinas urina; MIBG: hipercaptação na suprarrenal direita.

Resultados
Doente submetida a adrenalectomia direita por via laparoscópica. Anatomia patológica: "Fragmentos de parênquima adrenal com proliferação neuroendócrina, de características morfológicas e imunohistoquímicos compatíveis com FEOCROMOCITOMA, não se observam imagens de invasão vascular ou extra-adrenal."

Discussão
Os casos de feocromocitoma familiar manifestam-se a idades mais precoces e com frequência são multifocais. A cirurgia é curativa em 90%.

P202ID: 7179956 - 2014-11-19
TítuloHepaticojejunostomia: será possível voltar atrás?
AutoresSusana Rodrigues, Jorge Lamelas, Américo Martins, Eduardo Barroso
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Apesar de pouco frequentes as lesões iatrogénicas da via biliar durante as colecistectomias por via laparoscópica continuam a ser uma das mais graves complicações desta cirurgia.

Material e Métodos
Doente do sexo masculino, 79 anos, caucasiano. Submetido a colecistectomia laparoscópica em Julho/2013 por litíase sintomática, com lesão iatrogénica da via biliar principal resolvida intra-operatoriamente com hepaticojejunostomia em Y-Roux. Por estenose da hepaticojejunostomia com colangites de repetição foi referenciado ao nosso centro.

Resultados
Submetido a hepaticocoledocostomia sob tubo em T em Janeiro/2014. Remoção do tubo em T em Agosto/2014. Encontra-se actualmente sem queixas e analiticamente bem.

Discussão
A hepaticocoledocostomia, quando possível, é uma alternativa cirúrgica a considerar em doentes seleccionados, em centros especializados.

P202ID: 4523713 - 2015-11-15
TítuloRadioterapia como causa de fístula aortoentérica primária
AutoresAna Franky Carvalho, Pedro Leão, Conceição Antunes
HospitalHospital de Braga

Objectivo/Introdução
A fístula aortoentérica primária (FAEP) é uma causa rara de hemorragia digestiva. A principal causa de FAEP são os aneurismas da aorta abdominal.

Material e Métodos
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Resultados
Uma senhora de 54 anos com antecedentes de carcinoma do colo uterino (submetida a histerectomia e a quimioradioterapia adjuvante há 1 ano) é trazida ao hospital por quadro de hematemeses e sinais de choque hemorrágico. Na sala de emergência, realizou EDA que mostrou lacerações da mucosa sugestivas de Sínd. Mallory-Weiss. Realizou TC que mostrou fístula aortoentérica, tendo sido submetida a laparotomia emergente. Verificou-se extensa fibrose retroperitoneal, associada à radioterapia prévia. Apresentava fístula da aorta infra-renal para a última porção do duodeno. Foi feita pontagem aorto-aórtica com prótese e enterectomia da região da fístula. A doente foi admitida na Unidade de Cuidados Intensivos com choque hemorrágico e disfunção multiorgânica. A doente apresentou recuperação clinica e funcional lenta, tendo alta 2 meses após a admissão. 2 meses após a alta, a doente apresentou nova hemorragia digestiva alta e sinais de choque, foi laparotomizada e constatado abcesso periprostético com deiscência da anastomose intestinal prévia. Foi removida a prótese e feito encerramento dos cotos da aorta, com pontagem axilobifemoral. Foi feita ressecção da anastomose e gastrojejunostomia. A doente manteve-se com choque refractário vindo a falecer 7 dias mais tarde.

Discussão
Este caso relata um caso de FAEP após radioterapia.

P210ID: 1191026 - 2014-11-19
TítuloApresentação e Resultados Clínicos dos Quistos do Colédoco:Uma Análise Multi-Institucional de Crianças e Adultos
AutoresM. Sobral, K. Soares,1 Y. Kim,1 G. Spolverato,1 S. Maithel,2 T. Bauer,3 H. Marques,4 M. Knoblich,5 T. Tran,8 L. Aldrighetti,6 N. Jabbour,7 G. Poultsides,8 T. Gamblin,9 T. Pawlik, MD,1,E. Barroso,4
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Os quistos do colédoco (QC) estão pouco estudados em populações ocidentais. Pretende-se caracterizar a história natural, a abordagem e as implicações a longo prazo dos QC.

Material e Métodos
Entre 1972 e 2014, foram identificados 394 doentes de uma base de dados internacional e multicêntrica, submetidos a ressecção de QC. Foram analisadas características clinico-patológicas, e resultados a curto e longo prazo.

Resultados
Dos 394 doentes, 135(34.3%) eram crianças e 318(80.7%) eram do sexo feminino. Os adultos apresentaram-se mais frequentemente com dor abdominal (71.8% versus 40.7%, p<0.001) e as crianças com icterícia (31.9% vs. 11.6%, p<0.001). QC tipo I foram mais comuns nas crianças (79.7% vs. 64.9%, p=0.003) enquanto o tipo IV predominou na população adulta (23.9% vs. 12%, p=0.006). A ressecção da via biliar extra-hepática com hepático-jejunostomia foi a mais realizada em ambos os grupos (80.3%). A morbilidade peri-operatória foi maior nos adultos (35.1% vs. 16.3%, p<0.001). Na histologia, 10 (2.5%) doentes apresentaram colangiocarcinoma. Após um seguimento médio de 28 meses, a sobrevida aos 5 anos foi de 95.5%. Treze doentes (3.3%) revelaram recorrência com malignidade.

Discussão
A apresentação dos QC variou entre as crianças e os adultos e a ressecção associou-se a algum grau de morbilidade. Mesmo que pouco comum, a malignidade foi observada em 3% dos doentes. A vigilância a longo-prazo é indicada dada a possibilidade de malignização futura após ressecção do QC.

P210ID: 2040101 - 2015-11-14
TítuloDivertículo do cólon sigmóide em hérnia inguinal encarcerada
AutoresM. Serra; T. Santos; R. Lages; C. Ribeiro; P. Menezes; D. Machado; L.Sardo; S. Cordeiro; M. Martins; F. Ribeiro; A. Oliveira; A. Vieira; G. Sarabando
HospitalCentro Hospitalar do Baixo Vouga, EPE

Objectivo/Introdução
Apesar de raros já foram reportados vários tipos de conteúdo em hérnia inguinal que não epiplon ou intestino delgado, nomeadamente: bexiga, trompa de Falópio e ovário, divertículo de Meckel (hérnia de Littre) e apêndice (Quando inflamado designada hérnia de Amyand). A presença de divertículos cólicos é muito rara, com poucos casos reportados.

Material e Métodos
Homem, 79 anos, recorreu ao serviço de urgência por tumefacção inguinal esquerda, dolorosa e irredutível, com 3 dias de evolução. Tratava-se de hérnia inguinal encarcerada, sem sinais ou sintomas de oclusão intestinal. Realizada abordagem por incisão inguinal, observando-se, hérnia inguinal indirecta. À abertura do saco herniário constatou-se ansa cólica necrosada, particularmente, um divertículo cólico. Optou-se por converter para laparotomia mediana. Restante cólon sigmóide com vários divertículos, sem sinais evidentes de diverticulite ou conspurcação intra-abdominal. Realizada ressecção segmentar de sigmóide e, dado o bom aspecto da ansa, opção por anastomose primária termino-terminal manual. Correcção do orifício herniário por técnica tipo Shouldice. Resultado anátomo-patológico: Diverticulose com perfuração e saco herniário com sinais de isquémia.

Resultados
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Discussão
Com apenas 3 casos reportados na literatura em inglês, os divertículos de cólon como conteúdo herniário, são muito raros. O diagnóstico é, habitualmente, intra-operatório. A opção de realização de anastomose primária depende do estado da ansa intestinal e da preferência do cirurgião.

P227ID: 1842167 - 2014-11-04
TítuloPesquisa do Gânglio Sentinela por fluorescência com verde de indocianina ? A experiência de um hospital insular.
AutoresAna Teresa Bernardo, Maria Inês Leite, Luís Bernardo, Luís Amaral, António Silva Melo
HospitalHospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE

Objectivo/Introdução
O estado anátomo-patológico dos gânglios linfáticos axilares é essencial para o estadiamento do carcinoma da mama e escolha da abordagem terapêutica.A pesquisa do gânglio sentinela (PGS) é um procedimento standard em doentes sem evidência clínica de metastização axilar.Na nossa instituição a PGS era realizada apenas pela técnica de injeção subareolar de azul patente até Setembro de 2012,altura em que se associou a injeção intratumoral do verde de indocianina para identificação do GS por fluorescência.

Material e Métodos
Revisão de 57 casos de PGS pela técnica combinada azul patente/verde de indocianina entre Setembro de 2012 e Junho de 2014 em doentes com estadiamento axilar clinicamente negativo,sem tratamento neoadjuvante.

Resultados
Foram analisadas 57 doentes,com uma média de idades de 59,2 anos.Os carcinomas dividem-se em ductal in situ(2),ductal invasivo(50),lobular(4) e doença de Paget(1).O tratamento cirúrgico instituído foi a cirurgia conservadora(41) e a mastectomia(16).O GS foi identificado em 49 casos (taxa de detecção:85,96%),nos quais o exame extemporâneo foi positivo (11),negativo(34) ou inconclusivo(4).Taxa de falsos negativos de 4,1%.Dos esvaziamentos axilares realizados (20) apenas se verificou invasão ganglionar além do GS em 3 casos.

Discussão
A PGS por fluorescência permitiu evitar 32 linfadenectomias axilares nas doentes com GS negativo.Trata-se de uma técnica promissora com especial interesse em instituições onde o recurso à medicina nuclear para pesquisa por radioisótopos se encontra limitado.

P227ID: 1843111 - 2015-11-14
TítuloDOENÇA DE PAGET DA MAMA ? DIFERENTES ABORDAGENS
AutoresFonseca, S.(1); Ferreira, J.(1); Campos, M.(3); Costa, D.(2); Esteves, J.(1); Carvalho, C.(1);Barroso, M. (2); Fernandes, F.(1); Maciel, J.(1)
HospitalCentro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade II

Objectivo/Introdução
A Doença de Paget da Mama (DPM) é uma forma rara de carcinoma in situ que se manifesta por lesões crónicas no mamilo e normalmente é unilateral. As lesões podem variar desde lesão escamosa, eczematosa, vesicular ou até ulcerativa. Está associada em 85-88% dos casos a uma neoplasia maligna do parênquima mamário subjacente, invasor ou in situ, sendo fundamental, na orientação terapêutica a exclusão da mesma.

Material e Métodos
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Resultados
A propósito do tema, os autores apresentam dois casos clínicos nos quais a DPM não estava associada a carcinoma mamário. No primeiro caso a doente, pelo seu biótipo, foi submetida a cirurgia conservadora da mama, com excisão do CAM, redução mamária bilateral e reconstrução mamilar com retalho de pele. No segundo caso a doente foi proposta para mastectomia simples dada a extensão da lesão mamilar, que recusou. Iniciou terapia fotodinâmica em consulta de Dermatologia, tendo realizado 6 sessões, com melhoria significativa.

Discussão
A DPM que não se associa a carcinoma mamário, é rara, deve ser classificada com Tis (Paget). As opções terapêuticas incluem a mastectomia ou a cirurgia conservadora da mama, devendo esta ser considerada, apenas, se a exérese do complexo aréolo-mamilar e a tumorectomia puder ser realizada com bons resultados estéticos e obtenção de margens de segurança. Existem, contudo, outras opções terapêuticas, em situações particulares, podem ser consideradas.

P255ID: 2503350 - 2014-11-18
TítuloNovo dispositivo para o tratamento da fístula entero-cutânea
AutoresMargarida Ferreira, Carla Rocha, Nuno Carvalho, Filipa Eiró, Gabriela Machado, Rui Branco, António Folgado, Rui Lebre
HospitalHospital Garcia de Orta, EPE

Objectivo/Introdução
Na fístula entero-cutânea (FEC), são cruciais o controlo e isolamento da drenagem entérica e o tratamento da ferida associada. O isolamento da drenagem entérica é difícil nas fistulas entero-atmosféricas ou aquelas em que a fistula drena para um leito de tecido de granulação. Descreve-se FEC com defeito da parede abdominal, apresentando-se novo dispositivo de isolamento de fístula que permitiu utilização de vacuoterapia, com excelente controlo local e encerramento espontâneo da FEC.

Material e Métodos
CASO CLÍNICO Mulher de 61 anos. IMC > 40, diabetes tipo 2. Internamento por hérnia incisional com necrose de 110 cm de delgado em áreas descontínuas: enterectomia segmentar, ficando em laparostomia. Posterior enteroanastomose. Pós operatório complicado de infecção da ferida operatória, desbridamento extenso da pele e tecido celular subcutâneo. FEC ao 10 º dia de pós-operatório. Exposição fascial com aproximadamente 25 cm de diâmetro, área 490cm2, com FEC associada. Terapêutica conservadora da FEC. Aplicação de dispositivo descrito recentemente, que se adapta ao orifício cutâneo da fistula, com sistema de vácuo circundante, que mantém excelentes condições locais. Vacuoterapia durante 1 mês com encerramento espontâneo da fístula, encerramento do defeito aos 4 meses. Apresenta-se iconografia.

Resultados
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Discussão
Este novo dispositivo de isolamento de fístula oferece uma solução simples e económica para isolamento da drenagem de conteúdo entérico com utilização concomitante de vacuoterapia.

P255ID: 1804713 - 2015-11-16
TítuloLipossarcoma desdiferenciado retroperitoneal
AutoresRui Cunha, Sofia Jardim Neves, Tobias Teles, Guillermo Pastor, Augusta Ruão
HospitalCentro Hospitalar Cova da Beira, EPE

Objectivo/Introdução
Os lipossarcomas desdiferenciados são um dos tipos histológicos de sarcomas de podem acometer o retroperitoneu. Têm elevada taxa de recorrência local, e potencial de metastização. Apresentam poucas manifestações até serem suficientemente volumosos para comprimir ou invadir outras estruturas. O diagnóstico é auxiliado por TC, e eventual biópsia quando tumor irressecável. O tratamento inclui excisão cirúrgica, radioterapia e quimioterapia.

Material e Métodos
M.L.P.S.D., feminino, 55 anos, internada a partir da urgência por dor abdominal bem localizada no epigastro, onde se denotava assimetria, por massa dolorosa a palpação, sem sinais inflamatórios. No internamento realizou estudo imagiológico com ecografia, TC e RM abdominais, que revelou provável lipossarcoma retroperitoneal com 32cm de maior eixo, empurrando a veia cava, cólon direito, fígado, e rim direito, sem condicionar invasão, apenas efeito de massa. Foi submetida a excisão do tumor com necessidade de nefrectomia e hemicolectomia direitas. No pós-operatório não houve complicações tendo alta clinicamente bem. O estudo anatomopatológico revelou Lipossarcoma Desdiferenciado. A data da primeira consulta a doente encontrava-se bem, sem queixas, tendo sido orientada para consulta de sarcomas.

Resultados
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Discussão
Os lipossarcomas retroperitoneais são raros, apresentando diferentes graus de recidiva e metastização conforme o tipo histológico. A excisão cirúrgica, se exequível, é essencial para uma potencial cura e tratamento dos sintomas do doente.

P279ID: 2106624 - 2014-11-19
TítuloInsuficiência intestinal no doente traumatizado crítico - Um evento precoce e frequente
AutoresBeatriz Costa (1,5), Paulo Martins (2,5), Marta Simões (3), Carla Veríssimo (3), Marisa Tomé (1), Gilberto Marques (4), Manuela Grazina (3,5), Jorge Pimentel (2,5), F. Castro Sousa (1,5)
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A citrulinémia é considerada um parâmetro objectivo da massa enterocitária funcionante. Objectivos: Determinar a prevalência da insuficiência intestinal e o perfil cinético da citrulinémia em traumatizados graves e correlacioná-la com os índices de gravidade e prognóstico.

Material e Métodos
Estudo prospectivo de 23 traumatizados críticos. As aminoacidémias foram determinadas, por cromatografia de troca iónica, na admissão, ao 1º e 3º dias e comparadas com as de 11 indivíduos saudáveis.

Resultados
Nos traumatizados graves, a citrulinémia no momento da admissão foi significativamente inferior à dos controlos (19,5±11,1 vs 32,2±6,6 µmol/L, p=0,001). A prevalência da insuficiência intestinal (hipocitrulinémia <20 µmol/L) foi de 65,2%. A citrulinémia aumentou até ao 3º dia, com diferenças não significativas. A citrulinémia basal correlacionou-se com o índice de choque (r=-55,1%, p=0,008) e a duração do suporte ventilatório (r=-42,7%, p=0,042). A citrulinémia <20 µmol/L no momento da admissão associou-se ao género masculino e admissões não primárias; menor idade; maior índice de choque, Injury Severity Score; maiores durações do suporte ventilatório e do internamento hospitalar e na UCI (n.s.). A citrulinémia não se correlacionou significativamente com a glutaminémia.

Discussão
A insuficiência intestinal desenvolveu-se precoce e frequentemente após o trauma grave. A massa enterocitária funcionante, avaliada pela citrulinémia, correlacionou-se negativamente com o índice de choque e a duração do suporte ventilatório.

P279ID: 2770824 - 2015-11-07
TítuloUm caso complicação rara de uma patologia comum
AutoresNuno Pratas; David Salvador; Cristina Santos Costa; Ana Gomes; Marta Reia; Beatriz Mourato; Filipa Taré; Guilherme Fialho; Daniela Rosado; Amélia Coelho; João Magro; Ilda Barbosa
HospitalUnidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE

Objectivo/Introdução
Os linfomas primários do tracto gastrointestinal são raros e 30% ocorrem no intestino delgado. A maioria são Linfomas Não Hodgkin (LNH). O sinais e sintomas mais comuns do Linfoma Não Hodkin B difuso de grandes células (LNHBGC) são dor abdominal, massa palpável, hemorragia, oclusão e perfuração. Em alguns estudos, o intestino delgado é a região mais comum do trato gastrointestinal onde ocorre perfuração e a 59% das perfurações ocorrem em doentes com LNHBGC em 13% dos casos.

Material e Métodos
Foi feita uma revisão bibliográfica acerca do tema: linfoma do intestino delgado.

Resultados
Homem de 82 anos, apresentou-se na Urgência com febre, dor abdominal, sobretudo na fossa ilíaca direita (FID). Fez TC abdomino-pélvica que revelou abcesso com 8,3 cm na FID e pneumoperitoneu. Procedeu-se a laparotomia identificando-se grande quantidade de conteúdo entérico e conglomerado de ansas de íleon perfuradas e fistulizadas ao peritoneu parietal a nível da FID. O apêndice encontrava-se volumoso e irregular, mas íntegro. Realizou-se apendicectomia, ressecção segmentar do íleon terminal e confecção de ileostomia. O diagnóstico anatomo-patológico foi de LNHBGC.

Discussão
Apesar do linfoma ser uma patologia raramente causadora de abdómen agudo, este caso deve pôr-nos alerta para o facto de, em situações de urgência, apesar de muitas vezes lidarmos com o mais comum, por vezes deparamo-nos com o raro e, por isso, devemos sempre equacionar a sua presença ao efectuarmos um diagnóstico diferencial.

P323ID: 1716239 - 2014-11-18
TítuloAbordagem Híbrida ao Pé Diabético Séptico
AutoresViveiros, Octávio; Cavadas, Daniela; Onofre, Miguel; Sousa, Virgínia Formiga, Ana; Tiago,Bilhim; Neves, José Antunes
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Considerando que 85% das amputações são precedidas de uma úlcera que pode ser prevenida, o autor apresenta um caso clínico de pé diabético isquémico com preservação do membro com técnica cirúrgica híbrida.

Material e Métodos
Caso clínico: Homem de 84 anos, DM2 há 40 anos, recorre ao SU por agravamento de feridas ulceradas dos dedos do pé esquerdo com 3 meses de evolução, a fazer pensos, no centro de saúde. Após realização de penso, teve alta medicado com antibiótico, referenciado para consulta urgente de pé diabético. Na consulta constatou-se gangrena infectada do 2º e 3º dedos com necessidade de colheita de exsudato para zaragatoa. Realizou-se exame bacteriológico e avaliação global do doente, incluíndo estudo vascular por angiotac que revelou: MI esq-femoral comum com volumosa placa calcificada oclusiva que envolve a origem da artéria femoral profunda, mas permeável. Ao nível do terço distal e transição femoro-popliteia existem múltiplas estenoses severas (>70%). Estenoses moderadas/graves do segmento P1 e P2 da popliteia.Submetido a endarterectomia da femoral comum esquerda com colocação intraoperatória de stent na femoral profunda.Realizado posteriormente angioplastia percutânea com balão de 5 mm do 1/3 distal da femoral superficial, sem estenoses limitantes do fluxo no controlo angiográfico. Colocação de stent autoexpansível de 7x30mm na origem da artéria femoral superficial.

Resultados
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Discussão
A incidência do pé diabético isquémico tem vindo a aumentar na medida da longevidade do doente diabético.

P323ID: 8773666 - 2015-11-14
TítuloADENOMA VILOSO DO RECTO ? A PROPÓSITO DE UM CASO CLÍNICO
AutoresAutores: Fonseca, S; Grazina, R.; Esteves, J; Carvalho, C; Vale, S; Maciel, J
HospitalCentro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade II

Objectivo/Introdução
No colón e recto podem desenvolver-se inúmeros tipos de tumores benignos, embora sejam, na sua maioria, adenomas, originados na mucosa intestinal, que crescem adoptando a aparência típica de pólipo.

Material e Métodos
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Resultados
A propósito do tema, os autores apresentam o caso clínico de um doente de 66 anos que recorre ao serviço de urgência por prolapso anal de tumefacção friável e com sinais de hemorragia em toalha. Foi submetido a intervenção cirúrgica para controlo hemostático e exérese da massa por via transanal. A histologia mostrou formação friável com 6x5x4,5 cm de tamanho - adenoma viloso com displasia de baixo grau, sem invasão da submucosa. O pós-operatório decorreu sem intercorrências.

Discussão
O adema viloso é um dos pólipos adenomatosos do recto e colón com potencial maligno. Tipicamente é séssil, com base de implantação ampla e contém mais que 50% de componente viloso (e menos de 50% de componente tubular). O componente viloso devido às suas projecções papilíferas na superfície é o que apresenta maior risco de malignização (cerca de 40% dos casos). O tratamento indicado é a biópsia excisional seja por via endoscópica ou cirúrgica.

P404ID: 9902197 - 2014-11-18
TítuloSíndrome de compartimento da mão após extravasamento de contraste endovenoso
AutoresMacedo Alves D., Peixoto R., Lima M. J., Correia J. F., Saraiva R., Valverde J., Vinagreiro M., Ferreira F., Guerreiro E., Taveira Gomes A.
HospitalUnidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE

Objectivo/Introdução
O extravasamento de contraste endovenoso durante a realização de TAC é uma das causas de síndrome de compartimento ao nível das extremidades.

Material e Métodos
Apresentamos o caso clínico de uma mulher de 52 anos, com antecedentes de mastectomia radical bilateral por carcinoma da mama e trombose da veia subclávia e jugular esquerdas associada a cateter venoso central. Hipocoagulada desde então. Durante a realização de TAC verificou-se o extravasamento de contraste ao nível de uma veia do antebraço, pelo que foi encaminhada para o Serviço de Urgência. Foi observada por Cirurgia Geral cerca de 1h30 após o evento, apresentado edema endurecido da mão e do terço inferior do antebraço esquerdo, com limitação dos movimentos da mão, dor à dorsiflexão passiva da mesma, diminuição da temperatura dos dedos. Ainda sem parestesias. Foi diagnosticado síndrome de compartimento da mão com necessidade de descompressão cirúrgica. Foram revertidas as alterações da coagulação relacionadas com a medicação habitual da doente, tendo sido possível a realização de fasciotomias 4h após o evento inicial.

Resultados
A evolução no pós-operatório foi favorável, com redução marcada do edema nas primeiras 24h, o que possibilitou o encerramento parcial e progressivo das incisões desde as 48h após a cirurgia, e alta no 7º dia pós-operatório.

Discussão
O diagnóstico e a intervenção cirúrgica precoces (em menos de 6h) foram cruciais para um tratamento adequado, evitando consequências graves e permitindo uma recuperação funcional rápida.

P406ID: 2789604 - 2014-11-17
TítuloOxigenoterapia hiperbárica no tratamento da gangrena de Fournier
AutoresIsabel Rosa (1), Francisco Guerreiro (1,2)
HospitalCentro de Medicina Subaquática e Hiperbárica

Objectivo/Introdução
A gangrena de Fournier é uma infecção necrotizante grave, que pode levar à morte se não for tratada rapidamente. O tratamento baseia-se na combinação do desbridamento cirúrgico, antibioterapia e terapêutica de suporte. A oxigenoterapia hiperbárica (OHB) surge como tratamento adjuvante, actua na optimização da oxigenação dos tecidos infectados e tem acção bactericida e bacteriostática. Neste estudo pretende-se analisar o papel da OHB no tratamento desta entidade.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo. Fez-se uma revisão dos processos clínicos de doentes com gangrena de Fournier referenciados ao centro para realização OHB, num período de 25 anos.

Resultados
Analisaram-se 33 doentes, 93,9% eram do género masculino, com idade média de 54,0 anos. A diabetes foi a comorbilidade mais frequentemente associada (65% das comorbilidades). O tracto urinário foi o foco mais comum (41,2% dos casos). A taxa de mortalidade foi de 21,7%. Os dontes realizaram em média 22,2 sessões de OHB. Registaram-se complicações em 2 doentes: 1 barotraumatismo do ouvido médio e 1 caso de ansiedade associada a claustrofobia.

Discussão
Verificou-se, à semelhança do que está descrito na literatura, que a utilização de OHB desempenha um importante papel como adjuvante no tratamento da gangrena de Fournier e, quando este recurso está disponível, deve ser considerada.

P410ID: 2726374 - 2014-11-20
TítuloEXÉRESE DE PARATIRÓIDE MEDIASTÍNICA POR VIA VIDEOASSISTIDA INTERCOSTAL (IVAMS)
AutoresJoão Capela, Tiago Bouca Machado, Mariana Sacchetti, Sofia Castro, Matos Lima, J Costa Maia
HospitalCentro Hospitalar de São João, EPE

Objectivo/Introdução
A exérese de paratiróides situadas no mediastino anterior é realizada normalmente por esternotomia. Foi descrita em Espanha uma via intercostal videoassistida radioguiada (Intercostal Video-Assisted Mediastinal Surgery - IVAMS) para a remoção de glândulas localizadas em posição retroesternal e operados 3 casos com sucesso.

Material e Métodos
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Resultados
Os autores apresentam um filme referente a um doente de 43 anos com hiperparatiroidismo primário sintomático com litíase renal e dor ósteo-articular. O cintigrama e a TC localizaram uma paratiróide na face posterior do esterno que foi removida sem complicações por IVAMS através do 4º espaço intercostal. O doseamento per-operatório de PTH no material obtido por punção do nódulo confirmou o diagnóstico e o exame histológico diagnosticou um adenoma de 1,5 cm e 360 mg. Passados 18 meses o doente encontra-se assintomático e sem evidência de recidiva.

Discussão
Os autores salientam que esta abordagem videoassistida permite a exérese de paratiróides em localização não acessível à cervicotomia e evitar assim uma esternotomia. Referem que a técnica é exequível desde que a paratiroidectomia seja comprovada pelo doseamento intra-operatório de PTH e/ ou radioguiada com sonda gama