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C708ID: 2203404 - 2018-11-25
TítuloFunctional characterization of tumour-infiltrating Macrophages in hepatocellular and cholangiocarcinoma patients: an advance in treatment
AutoresMartín-Sierra C. (1,2,*), Martins R. (2,3,4,5,*), Laranjeira P. (1,2), Abrantes A.M. (2,5), Neves R. (2,5), Oliveira R.C. (2,5,6), Botelho M. F. (2,5), Domingues R. (7), Paiva A. (1,2,8), Furtado E. (3), Tralhão J. G. (2,3,4,5), Carvalho H. (4)
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
Hepatocellular carcinoma (HCC) and cholangiocarcinoma (CCA) represent the most common primary liver malignancies whose outcome is influenced by immune response. Identification of highly diverse tumour-infiltrating (Ti) leukocyte subsets, and their distinct functions in the tumour niche, has been an important development in onco-immunology.

Material e Métodos
We’ve characterized, by flow cytometry, the population of macrophages and monocytes infiltrating the tumour in HCC patients (n=19) and CCA (n=8). These populations were separated by cell sorting for further analysis of gene expression by qPCR.

Resultados
Regarding Ti macrophages phenotype, was observed a significantly higher expression of markers associated with M2 phenotype (CD206 and CD163) and a higher expression of PD-L1 (CD274) in HCC. Moreover, we have identified, by qPCR expression analysis, higher expression of IL-10 mRNA levels in HCC macrophages. We have not observed significant differences within the monocytes infiltrating those tumours.

Discussão
The identification of Ti leukocyte subsets may help to determine the prognosis of these tumors. To sum up, results indicate a higher infiltration of M2 macrophages in HCC, what has been associated with a worst prognosis. In addition, HCC macrophages present a higher expression of PD-L1, indicating that these patients could benefit of anti-PD-1/PD-L1 therapy and, thus, further studies in this field should be made. “Funded by European Union’s Horizon 2020, Marie Sklowdowska-Curie grant agreement nr 675132”.

C813ID: 2445666 - 2018-11-25
TítuloImpacto da quimioterapia peri-operatória na morbilidade pós-operatória no cancro gástrico
AutoresFrancisco Cabral (1), Paulo Ramos (1), Cecília Monteiro (1), Rui Casaca (1), Nuno Abecasis (1)
HospitalInstituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

Objectivo/Introdução
A utilização de quimioterapia (QT) peri-operatória em doentes com carcinoma gástrico avançado e ressecável aumenta a sobrevivência global dos mesmos, mas pode aumentar a morbilidade cirúrgica

Material e Métodos
Foram avaliados os doentes submetidos a gastrectomia, de intenção curativa, por carcinoma entre 2009 e 2018. Foram divididos em dois grupos: cirurgia direta (CD) e QT peri-operatória. Foram excluídos os carcinomas do cardia Siewert I e II. Objetivo primário- avaliar o impacto da QT peri-operatória na morbilidade cirúrgica. Objetivos secundários- avaliar a radicalidade de resseção, tempo internamento e número gânglios da peça operatória

Resultados
Foram avaliados 441 doentes (230 CD; 211 QT peri-operatória). A mediana de idades foi 75 no grupo da CD vs 71 (p< 0.001). A morbilidade cirúrgica global (Clavien≥ 3) foi de 9,8% e mortalidade de 3,9%, sem diferença estatisticamente significativa entre grupos (p=0.428 e p=0.055). Não houve diferença na mediana de dias de internamento (7 dias em ambos os grupos, p= 0.434), na radicalidade cirúrgica (R0 95% no grupo CD vs 93%, p=0.853) e nas deiscências anastomóticas (5.7 vs 3.3%, p=0.262). Houve um aumento no número de gânglios na peça no grupo da QT (25 vs 23, p=0.018), que não se manteve quando corrigido pelo tipo de cirurgia realizada.

Discussão
A realização de QT peri-operatória em carcinoma gástrico não aumenta a morbilidade cirúrgica, tempo internamento, radicalidade cirúrgica e número de gânglios total

C858ID: 1301459 - 2018-11-25
TítuloA extensão extracapsular como preditor de doença ganglionar adicional em doentes com carcinoma da mama com gânglio sentinela positivo
AutoresMariana Peyroteo, Rita Canotilho, Ana Margarida Correia, Cátia Ribeiro, Paulo Reis, Abreu de Sousa
HospitalInstituto Português Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPE

Objectivo/Introdução
A extensão extracapsular (EEC) no gânglio sentinela (GS) é um fator de prognóstico estabelecido no carcinoma da mama. O objetivo foi avaliar a relação entre a ECE e a doença ganglionar no esvaziamento axilar (EA).

Material e Métodos
Revisão dos doentes com carcinoma da mama cN0, com biópsia de GS positiva, seguida de EA, entre 2013 e 2017.

Resultados
Foram incluídos 328 doentes, EEC presente no GS em 60.7% dos casos. O EA revelou doença ganglionar em 49.1% dos casos. A EEC no GS associou-se a um maior número de EA positivos (55.8% vs 38.8%, p=0.003), média de gânglios positivos no EA superior (2,9 vs 0.9, p<0.0001) e maior número de doentes com ≥4 gânglios metastizados no EA (26.1% vs 7.8%, p10mm), o total de GS positivos (>1) e o ratio de GS positivos (>50%) foram estatisticamente significativos. Na análise multivariada todos estes fatores, exceto o total de GS positivos, foram preditores independentes de doença ganglionar no EA.

Discussão
A EEC é um fator preditor independente de doença ganglionar no EA, no entanto, nesta série, sem impacto na recidiva ou sobrevida específica de doença. Os fatores preditores encontrados podem selecionar doentes para EA.