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V002ID: 2026978 - 1970-01-01
TítuloMeso hepatectomia por hepatocarcinoma sobre cirrose
AutoresFrancisco Castro e Sousa, Henrique Alexandrino, Mª João Kock, Fernando Azevedo, Ana Luísa Almeida, Sandra Amado
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
Num doente de 74 anos, do sexo masculino, sofrendo de HTA, diabetes mellitus e hepatopatia crónica alcoólica (classe A de Child, Meld 6), foi detectado, numa ecografia de rotina, um nódulo hepático nos segmentos IV/VIII com 6,3 cm; os marcadores tumorais eram normais. A lesão era fortemente sugestiva de hepatocarcinoma (HCC) e encontrava-se na vizinhança imediata da veia supra-hepática direita pelo que se decidiu realizar uma quimio-embolização com micro-esferas de Doxirubicina. Esta terapêutica foi coroada de sucesso com redução do diâmetro da lesão (5,8 cm) e " afastamento" dos eixos vasculares. Foi-lhe proposta uma meso-hepatectomia que o doente veio a aceitar. No vídeo mostrar-se-ão as diferentes fases da intervenção em que foi utilizada a abordagem supra-hilar dos pedículos glissonianos. A ressecção dos segmentos IV/V/VIII foi feita após controlo de todos os elementos vasculares e com clampagem, selectiva e intermitente dos pedículos sectoriais. O doente não foi transfundido e o pós-operatório decorreu sem incidentes. O exame histopatológico confirmou o diagnóstico de HCC.

Material e Métodos
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Resultados
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V002ID: 2320062 - 1970-01-01
TítuloCistogastrostomia laparoscópica por pseudoquisto pancreático em doente com bypass gástrico com montagem em Y Roux (BGMYR)
AutoresDavid Aparício, Wilma Dias, Carlos Leichsenring, Cisaltina Sobrinho, Marta Fragoso, Rui Marinho, Ricardo Rocha, Marta Sousa, Serguei Gouminski, Vasco Geraldes, Vitor Nunes
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
A drenagem interna por via endoscópica de coleções pancreáticas é uma alterantiva drenagem à cirurgia.Nos doentes gastrectomizados ou submetidos a bypass gástrico a drenagem endoscópica interna está condicionada.A abordagem laparoscópica em centros de referência deve ser considerada.

Material e Métodos
Caso clínico de abordagem terapêutica de pseudoquisto pancreático (PP) em doente com bypass gástrico

Resultados
Homem,47anos.AP: BGMYR por via laparoscópica (2007),PAL necrotizante(2013),CVL subsequente e desenvolvimento PP dos anos após .Recorre ao SU por dor abdominal e náuseas. TAC abdominal: formação quística da cauda do pâncreas (97x94mm), condicionando compressão extrínseca do estômago excluído. Abordagem cirúrgica por via laparoscópica: abertura da retrocavidade omental; identificação da porção gástrica excluída e adjacente a este PP; criação de orifício na parede posterior do estômago e no PP, que permitiram aplicação de ENGO GIA 45, para realização de cistogastrostomia; colocação de dreno Blake® peri-anastomótico. Pós operatório sem intercorrências, com alta ao 3º dias pós operatório. Follow up de 5 meses, doente assintomático, com resolução da lesão quística.

V004ID: 2407111 - 1970-01-01
TítuloSíndrome de Bouveret: uma solução laparoscópica
AutoresRita Castro (1), Luís Bernardo (1), Joana Mendes (1), Ana Catarina Rego (2), Filipa Ávila (2), Emanuel Silva (1), Tiago Rama (1), Ana Goulart (1), Ana Teresa Bernardo (1), Ricardo Borges (1), Catarina Moura (1), António Melo (1)
HospitalHospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE

Objectivo/Introdução
O Síndrome de Bouveret é uma forma rara de ileus biliar caracterizada pela migração e impactação de cálculos no duodeno ou estômago através de uma fístula colecistoentérica, causando obstrução. Existem apenas cerca de 300 casos reportados mundialmente sendo o protótipo referente a doentes do sexo feminino, com várias comorbilidades, na 7ª-8ª décadas de vida. A taxa de mortalidade ronda os 10-30%. O tratamento assenta na combinação de uma terapêutica endoscópica e cirúrgica. A questão remanesce no tipo de abordagem a realizar e se a colecistectomia, com encerramento da fístula concomitante, deve ser realizada.

Material e Métodos
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Resultados
Os autores apresentam o caso de uma mulher de 54 anos, que recorre ao Serviço de Urgência por quadro de astenia, pirose, dispepsia e náuseas com cerca de 1 mês de evolução e recentemente com vómitos alimentares pós-prandiais imediatos. Após realização de EDA e TC abdominal constatou-se a presença de dois cálculos volumosos na 1ª porção do duodeno, causando obstrução quase total do lúmen, associada a fístula colecistoduodenal, confirmando o diagnóstico de Síndrome de Bouveret. Foram realizadas tentativas de remoção endoscópica, sem sucesso. Foi posteriormente submetida a gastrotomia laparoscópica com remoção dos cálculos, protelando-se o tratamento cirúrgico definitivo para segundo tempo.

V004ID: 2743041 - 1970-01-01
TítuloHepatectomia direita laparoscópica: uma técnica minimamente invasiva para um procedimento tecnicamente complexo
AutoresSílvia Gomes da Silva; Hugo Pinto Marques; Sofia Carrelha; Ana Marta Nobre; Raquel Mega; João Santos Coelho; Américo Martins; Eduardo Barroso
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Várias séries têm relatado a segurança e eficácia da cirurgia hepática laparoscópica. Pequenos procedimentos tornaram-se comuns em muitos centros, enquanto grandes ressecções tem sido realizadas, com um sucesso que iguala a cirurgia aberta, em centros altamente especializados.

Material e Métodos
Apresentamos o caso de uma mulher, de 39 anos, sem antecedentes relevantes nomeadamente cirurgias prévias, com metastização hepática síncrona de Adenocarcinoma do Recto. Multidisciplinarmente foi proposta estratégia inversa laparoscópica. Após quimiorradioterapia neoadjuvante e re-estadiamento hepático a confirmar 4lesões à direita (com invasão do ramo portal direito) foi submetida a hepatectomia direita laparoscópica, sem intercorrências. Histologia confirmou infiltração por adenocarcinoma de origem colo-rectal. Dois meses após a cirurgia hepática foi submetida a ressecção laparoscópica do recto (pT3N0), encontrando-se há um ano livre de doença. A técnica cirúrgica da hepatectomia direita laparoscopica é apresentada num vídeo didático passo-por-passo onde se salienta a abordagem do pedículo portal, a dissecção da veia cava e a secção parenquimatosa.

Resultados
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V013ID: 1496584 - 1970-01-01
TítuloMiotomia de Heller com fundoplicatura de anterior - Made in Hospital de Braga
AutoresJosé Pedro Pinto, Dina Luís, Patrícia Botelho, Teresa Carneiro, António Gomes
HospitalHospital de Braga

Objectivo/Introdução
A acalásia é a alteração de motilidade esofágica mais comum. A opção pela dilatação endoscópica, apesar de ser uma alternativa terapeutica, apresenta uma elevada taxa de recidiva e pode vir a complicar futura abordagem cirurgica, nomeadamente por laparoscopia.

Material e Métodos
Mulher de 30 anos, com múltiplas observações de urgência por disfagia, regurgitação esporádica e dor torácica desde 2010. Consulta da Unidade Funcional Esofago-Gástrica do Hospital de Braga em Abril de 2013 - estudo dirigido: EDA sem alterações, radiografia contrastada esofago-gastrica e TC toraco-abdominal com contraste oral a revelarem estenose da porção terminal do canal esofágico, pHmetria com refluxo no esófago proximal e traçado manométrico compatível com acalasia - esfíncter esofágico inferior com relaxamento incompleto (30%). Proposta para cirurgia, que realizou em Novembro de 2013. Boa evolução clinica, tendo alta no quarto dia pós-operatório, com boa tolerância a alimentação oral. Seguida em consulta, encontrando-se assintomática e sem evidencia de recidiva.

Resultados
O vídeo mostra os principais momentos da miotomia de Heller com fundoplicatura anterior, por via laparoscópica. Sublinha-se a necessidade de uma boa exposição de ambos os pilares diafragmáticos, seguido da miotomia proximal e distal à junção esófago-gastrica, terminando com a fundoplicatura anterior.

V013ID: 7480549 - 1970-01-01
TítuloHepatectomia Esquerda Regrada por Via Laparoscópica: Vídeo
AutoresMafalda Sobral; Hugo Pinto Marques; Vasco Ribeiro; Eduardo Barroso
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
A abordagem laparoscópica é actualmente comum na cirurgia de ressecção hepática. Com a evolução da experiência é, hoje em dia, possível realizar hepatectomias major por esta via. Os autores apresentam o vídeo referente a uma hepatectomia esquerda anatómica realizada por laparoscopia.

Material e Métodos
Doente do sexo feminino, 49 anos, que em Janeiro de 2010 é submetida a cirurgia conservadora por carcinoma ductal invasivo da mama direita seguida de radioterapia e hormonoterapia. Em Novembro de 2014 documenta-se metástase única do hemifígado esquerdo com 4cm confirmada por biópsia. No estadiamento pré-operatório foram realizados RMN, PET-TC e Cintigrafia óssea que excluíram outros focos de doença. Foi submetida a quimioterapia até Junho de 2015 com boa resposta imagiológica (redução para 2,2cm). Em reunião multidisciplinar, foi proposta hepatectomia esquerda por via laparoscópica.

Resultados
Cirurgia sem intercorrências. Sem necessidade de consumo de hemoderivados. Alta ao 5ºdia de pós-operatório. A histologia confirma metástase de carcinoma da mama, margem livre.

V019ID: 2778348 - 1970-01-01
TítuloGanho Ponderal após "Switch Duodenal ?
AutoresViveiros, Octávio; Ribeiro Rui; Paredes, Bárbara; Guerra, Anabela; Pereira, João; Manaças, Leonor.
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Objectivo: Revisão laparoscópica de um "switch" duodenal após ganho ponderal. Introdução: O "switch" duodenal (SD) é descrito como a técnica mais eficaz na perda ponderal, actualmente indicada nos superobesos ou doentes com ineficácia terapêutica após cirurgia bariátrica prévia.

Material e Métodos
Mulher, 30 anos, obesidade mórbida (IMC =54/m2 ). Em 2007, peso de 203,7 kg, submetida a "sleeve" gástrico, tendo uma perda ponderal até os 127 kg. Conversão para SD em 2008 por ineficácia terapêutica. (perda até 127 Kg e depois recuperação para 155 Kg). Voltou a emagrecer até um mínimo de 117 Kg mas volta a recuperar progressivamente até aos 140,9 Kg pré-operatórios, com o duodenal switch. Cirurgia: Por laparoscopia, adesiólise com dissecção do hiato esofágico e cruroplastia. Plicatura de bolsa de "sleeve" pouco dilatada e colocação de anel Minimizer® encerrado sobre Fouchet 36F a 7,5 cm. Identificou-se ansa alimentar de 320 cm e uma ansa comum de 170 cm. Procedeu-se a encurtamento da ansa alimentar para 200 cm e da ansa comum para 100 cm (com ressecção dos 120 cm de excesso de ansa alimentar).

Resultados
Sem intercorrências no pós-operatório, alta às 24 horas. Actualmente, 2 meses de catamnese, com perda ponderal de 20 kg (121 Kg).

V019ID: 1690679 - 1970-01-01
TítuloEsofagectomia Transhiatal Laparoscópica com Reconstrução com Tubo de Akiyama em Acalásia Terminal
AutoresAna Marta Pereira, Joana Magalhães, Rui Ferreira de Almeida, Gil Gonçalves, Mario Nora
HospitalCentro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE

Objectivo/Introdução
A acalásia idiopática é a alteração da motilidade esofágica primária mais frequente. O tratamento é geralmente paliativo e visa a melhoria sintomática do paciente. A miotomia de Heller é a técnica cirúrgica standard, sendo eficaz em até 95 porcento. Até 10 porcento dos pacientes pode ser necessária a realização de esofagectomia. Os autores apresentam em vídeo um caso de esofagectomia transhiatal por via laparoscópica com reconstrução com tubo de Akiyama, numa paciente com história de acalásia prolongada e megaesófago.

Material e Métodos
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Resultados
Paciente de 54 anos, sexo feminino, com antecedentes de neurose alimentar desde a infância. Recorre ao SU por intolerância alimentar e epigastralgia. TAC TA:dilatação e tortuosidade esofágica marcadas - esófago sigmoideu - repleto de conteúdo alimentar. Manometria: Aperistalse do corpo esofágico. Endoscopia Digestive Alta: dilatação do corpo esofágico com passsagem fácil para o estômago. Sem lesões. Submetida a esofagectomia transhiatal com reconstrução com tubo de Akiyama por via laparoscópica. Pós-operatório sem complicações. Efetuado estudo contrastado esofagogástrico com boa passagem de contraste, sem fístula.

V025ID: 1525419 - 1970-01-01
TítuloTumor do recto ultra baixo - SSR Sphincter Saving Surgery- com exisão total do esfincter interno
AutoresStelio Rua (1) Hugo Capote (2) Edouardo Soeiro (2) Ilda Barbosa (2)
HospitalHPP Hospital de Cascais Dr. José de Almeida

Objectivo/Introdução
Em 1949 dois anatomopatologista Blair e West constataram na histologia de peças de APR que a margem distal era raramente invadida e que a margem radial não era avaliável! Pela taxa de recidiva local colocaram em duvida a qualidade do ato cirúrgico. (1) Em 1982, Heald e Quirke responderem a estas dúvidas descrevendo a excisão total do meso recto que permitiu uma drástica diminuição da taxa de recidiva local com um aumento da sobrevida. Esta diminuição da margem distal permitiu evitar a cirurgia mutilante descrita por Miles em 1908 em favor da cirurgia com conservação do esfíncter anal.

Material e Métodos
Caso clinico: abril 2014 Doente feminino de 68 anos ASA II IMC 22, com adc G1 a 5 mm da línea pectínea. A cirurgia efectuada foi o TATA (trans anal abdominal trans anal proctosigmoidectomia).

Resultados
A histologia revelou ypT0N0M0, uma resposta patológica completa; margem radial de 15 mm e distal de 10 m; índex de Wexner de 5.

V025ID: 1648888 - 1970-01-01
TítuloProctectomia reconstrutiva laparoscópica após prévia colectomia por colite aguda
AutoresJúlio S Leite, Alexandre Monteiro, Luís Ferreira, Maria João Koch, F Castro Sousa
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
As vantagens da cirúrgia laparoscópica na colite ulcerosa ainda não estão suficientemente demonstradas, sendo previsíveis dificuldades técnicas na proctectomia após a colectomia, bem como o adequado alongamento da bolsa ileal.

Material e Métodos
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Resultados
Um doente de 66 anos apresentava pancolite ulcerosa corticorefractária, resistente à terapêutica com infliximab. Optou-se por realizar colectomia laparoscópica com ileostomia no 1º tempo e após 6 meses proctectomia reconstrutiva laparoscópica com anastomose ileoanal e ileostomia lateral. No vídeo mostram-se os aspetos técnicos da colectomia e da extração da peça pelo orifício da ileostomia e no 2º tempo a desconexão e extracção do íleon pelo orifício da ileostomia, confecção e adequado alongamento da bolsa em J, reintrodução da bolsa, colocação de SILS nesse orifício, proctectomia e secção do coto ao nível dos elevadores e anastomose ileoanal com CEEA 28. No final deixou-se ileostomia lateral no orifício da anterior ileostomia.

V028ID: 2121804 - 1970-01-01
TítuloRESSEÇÃO ANTERIOR DO RETO E HISTERETOMIA POR VIA LAPAROSCÓPICA COM EXTRAÇÃO DA PEÇA POR VIA TRANSVAGINAL
AutoresJoana Miranda, Carlos Véo, Ivan Barcelos, Marcos Denadai, Maximiliano Cadamuro Neto, Luís Romagnolo, Armando Melani
HospitalHospital de Santarém, EPE

Objectivo/Introdução
Doente do sexo feminino com 59 anos de idade com antecedentes de prolapso uterino 3º grau. Por queixas de tenesmo e perdas hemáticas com 3 meses de evolução realizou colonoscopia que mostrou lesão vegetante na parede posterior do reto distal, com 4cm de extensão; histologia revelou adenocarcinoma moderadamente diferenciado. Após estadiamento trata-se de neoplasia do reto T3N0M0.

Material e Métodos
A doente realizou neoadjuvância e foi submetida à 12ª semana a resseção anterior do reto e histeretomia por via laparoscópica com extraçao da peça por via transvaginal e ileostomia de proteção que decorreu sem complicações.

Resultados
Pós-operatório decorreu sem intercorrências, doente iniciou dieta oral no 1º dia e teve alta ao 3º dia. A histologia demonstrou ausência de lesão residual (ypT0), isto é, resposta patológica completa. Dos 12 gânglios dissecados nenhum estava comprometido (ypN0); útero - leiomioma, cervicite crônica, atrofia endometrial.

V028ID: 1932394 - 1970-01-01
TítuloSigmoidectomia laparoscópica electiva em diverticulite recurrente
AutoresJúlio S Leite, Miguel Fernandes, Fernando Azevedo, F Castro Sousa
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A sigmoidectomia laparoscópica tem sido a opção preferencial na diverticulite recurrente. Em presença de processo inflamatório pericólico são previsíveis dificuldade na visualização do ureter e dos vasos gonadais, sendo discutível qual a melhor abordagem, lateral-medial ou medial-lateral.

Material e Métodos
O nível da secção proximal do cólon proximal, a mobilização do ângulo esplénico e o nível da laqueação da artéria mesentérica inferior (AMI) são outras questões controversas.

Resultados
Numa doente de 59 anos com 3 internamentos prévios por diverticulite optou-se por sigmoidectomia laparoscópica electiva. No vídeo mostra-se a transição entre o descendente e o sigmóide com sequelas inflamatórias, a adequada visualização das estruturas retroperitoneais com a abordagem medial-lateral, a necessidade da mobilização do ângulo esplénico e a laqueação baixa da AMI com conservação da cólica esquerda. A doente teve alta ao 5º dia, sem complicações, e encontra-se sem queixas dolorosas abdominais após 6 meses.

V035ID: 1469275 - 1970-01-01
TítuloABORDAGEM LAPAROSCÓPICA DE METÁSTASE METACRONA DE CARCINOMA DA MAMA EM GLÂNDULA SUPRA-RENAL DIREITA
AutoresLiberal, M.; Leite, M.; Santos, M.; Barbosa, L.; Soares, C.; Pereira, B.; Maciel, J.
HospitalCentro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade II

Objectivo/Introdução
O carcinoma ductal invasor (CDI) da mama raramente metastiza para a glândula supra-renal, sendo ainda mais raro as metástases isoladas e metacronas. Estudos acerca de neoplasias malignas com metastização isolada na glândula supra-renal sugerem que a adrenalectomia pode levar a um benefício na sobrevida. Relativamente à radicalidade cirúrgica, recidiva local, intervalo livre de doença e sobrevida a abordagem laparoscópica e a laparotómica são equivalentes. No entanto, a adrenalectomia laparoscópica apresenta todos os benefícios das técnicas minimamente invasivas. Os autores apresentam o vídeo de uma adrenalectomia direita laparoscópica por metástase de CDI da mama. Mulher de 58 anos com antecedentes de CDI da mama direita submetida a mastectomia simples e pesquisa de gânglio sentinela em 2010, classificada no EstadioIIA. Realizou tratamento adjuvante com quimioterapia e hormonoterapia. No segundo ano de follow-up, por elevação do CA15-3 foi efetuado estudo complementar que demonstrou uma massa na glândula supra-renal esquerda cuja biópsia revelou metástase de CDI da mama. Foi submetida a adrenalectomia esquerda laparoscópica que decorreu sem intercorrências. Em 2013, por nova elevação do CA15-3 foi diagnosticada uma metástase isolada na glândula supra-renal contra-lateral. A doente foi submetida a adrenalectomia direita laparoscópica, que decorreu sem intercorrências no período peri e pós-operatório.

Material e Métodos
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Resultados
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V035ID: 1960247 - 1970-01-01
TítuloOclusao intestinal resolvida por via mini-invasiva
AutoresRUA Stelio; SILVERA Filomena; MIRA Paulo
HospitalHospital Jose de Almeida CASCAIS

Objectivo/Introdução
A oclusão intestinal representa uma contra indicação relativa a abordagem laparoscópica. De facto a distensão da ansas do cólon e do delgado reduz consideravelmente o espaço de trabalho e fragiliza a parede destas estruturas; é evidente que uma porta esta aberta á iatrogenia. É fundamental ter experiência em cirurgia laparoscopica para uma boa orientação intracorporal que permite minimizar a mobilização das estruturas e usar cuidadosamente qualquer forma de energia térmica. Este caso clinico é de uma mulher de 59 anos de idade apendicectomizada e ooforosalpingectomizada por endometriose.

V036ID: 1578863 - 1970-01-01
TítuloEstabilização cirúrgica da parede torácica em Trauma
AutoresJúlio Constantino, Jorge Pereira, António Lemos, Luis Pinheiro
HospitalCentro Hospitalar TondelaViseu, EPE

Objectivo/Introdução
O traumatismo torácico com retalho costal móvel associa-se a morbilidade significativa. As medidas terapêuticas iniciais visam o tratamento das complicações pleuro-pulmonares subjacentes, por vezes com ventilação mecânica. Em retalhos com grande instabilidade, o tempo de ventilação poderá ser prolongado, aumentando de forma significativa os riscos inerentes a esta técnica. A estabilização da parede por osteossíntese das costelas, defendida por alguns autores, tem-se mostrado eficaz na redução do tempo de ventilação, bem como numa recuperação funcional mais rápida, reduzindo assim a morbilidade.

Material e Métodos
Os Autores apresentam um caso clinico de um doente de 65 anos de idade, vitima de acidente de viação com traumatismo do torso e retalho costal móvel antero-lateral direito. Após tentativa inicial de tratamento conservador, foi necessária uma laparotomia por instabilidade hemodinâmica com lesão esplénica e hepática. Após recuperação do trauma abdominal, o doente permanecia ventilado por intolerância às tentativas de desmame considerando-se a realização de fixação das costelas.

Resultados
Apresenta-se um vídeo ilustrativo da fixação das costelas com material de osteosíntese. São evidentes, durante o filme, os focos de fractura e a instabilidade mecânica provocada pelas fracturas.

V036ID: 2560917 - 1970-01-01
TítuloVOLVO DO SIGMÓIDE - COLECTOMIA POR LAPAROSCOPIA
AutoresSílvia Pereira, Berta Barbosa, Gil Faria
HospitalCentro Hospitalar do Porto, EPE

Objectivo/Introdução
O volvo sigmóide é responsável por 8% de todas as oclusões intestinais. A ressecção cirúrgica é obrigatória para evitar a recorrência. A procedimento cirúrgico por laparoscopia no caso de um dolicosigmóide pode ser tecnicamente um desafio, e não existe muita experiência relatada.

Material e Métodos
Documentação de caso clínico em vídeo com ênfase nos principais passos cirúrgicos.

Resultados
Doente do sexo masculino de 58 anos, com antecedentes de colecistectomia laparoscópica e história de derivação ventrículo-peritoneal por hidrocefalia. Apresentou dois episódios emergentes de volvo do sigmóide por dolicosigmóide, tendo-se efectuado colonoscopia descompressiva. Proposto tratamento cirúrgico electivo, após estudo imagiológico prévio, com colonoscopia e tomografia computorizada a excluir outras causas. Foi submetido a colectomia do sigmóide por laparoscopia.

V043ID: 8939622 - 1970-01-01
TítuloTratamento cirúrgico de hérnia umbilical recidivada por via laparoscópica
AutoresMário Rui Gonçalves; Diana Gomes; Telma Brito; Luisa Pereira; Ana Cristina Rodrigues; Eduardo Vasconcelos; Jesus Ventura; Alberto Midões
HospitalUnidade Local de Saúde do Alto Minho, EPE

Objectivo/Introdução
As hérnias são uma protrusão total ou parcial de um órgão através de um orifício natural ou defeito adquirido. Quando surge através de um defeito resultante de uma ferida operatória, denomina-se hérnia incisional. O diagnóstico é clínico, podendo apoiar-se nos exames de imagem, nomeadamente a ecografia e a TC. O encarceramento/estrangulamento das hérnias da parede abdominal é a complicação que mais riscos comporta, pelo que o tratamento cirúrgico está indicado na maioria dos casos, por via laparotómica ou laparoscópica.

Material e Métodos
Doente de 56 anos seguida por tumefacção umbilical, compatível com hérnia umbilical recidivada. Havia referência a prévia correcção de hérnia umbilical na infância e posterior correcção cirúrgica da recidiva da mesma, com prótese plana, por via anterior, aquando da realização de colecistectomia laparoscópica.

Resultados
No período intra-operatório foi identificada hérnia umbilical, sem sinais de inviabilidade do conteúdo herniário e a presença de uma prótese, que foi removida. Realizada redução e correcção da hérnia por via laparoscópica, com uma prótese de dupla face, fixada à parede abdominal anterior com tackers. O período pós-operatório decorreu sem intercorrências e a doente teve alta ao 2º dia.

V043ID: 1500083 - 1970-01-01
TítuloFasceite necrotizante extensa numa reconstrução cólica seguida de separação de componentes
AutoresJoana F Correia, Rosa Saraiva, Maria João Lima, Daniela Macedo Alves, Rita Peixoto, Catarina Quintela, Eva Barbosa, Emanuel Guerreiro, Fernando Ferreira, António Taveira Gomes
HospitalUnidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE

Objectivo/Introdução
A incidência de hérnia incisional em doentes com ostomias é elevada. Estudos recentes confirmam a exequibilidade da correção simultânea à custa de maior morbilidade da ferida operatória

Material e Métodos
Homem, 45 anos, status de Hartmann por neoplasia cólica, submetido a reconstrução do trânsito intestinal e da parede abdominal com a Técnica de Separação de Componentes Anterior sem prótese. O Pós-operatório complicou com fístula anastomótica que apesar de reparada resultou na referenciação do doente em choque séptico para a nossa Instituição com laparostomia e fasceíte necrotizante. Seguido um plano para controlo da sépsis em 2 compartimentos: desbridamentos sucessivos, laparostomia com tração fascial mediada por rede e sistema de VAC®-Abthera (intra-abdominal) e VAC® - Black e Silver (extra-abdominal), microbiologias seriadas, oxigenoterapia hiperbárica, analgesia epidural para desmame ventilatório, medição da pressão intra-abdominal e uso de tomografia para exclusão de focos sépticos ocultos.

Resultados
Evolução favorável com encerramento da aponevrose ao 13º dia apesar da perda cutânea ventral, autonomia respiratória ao 19º e enxerto dermo-epidérmico expandido ao 41º. Alta ao 61º dia para uma Unidade de Reabilitação Funcional.

V048ID: 2293643 - 1970-01-01
TítuloPé Diabético Séptico: Desbridamento Cirúrgico De Urgência
AutoresViveiros, Octávio; Figueiredo, Joana; Cavadas, Daniela; Formiga, Ana; Neves, José Antunes
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Objectivo: Demonstração videográfica de desbridamento cirúrgico de pé diabético séptico. Introdução: As infecções moderadas e graves requerem tratamento urgente. Estes doentes, devem ser internados para início de antibioterapia e tratamento cirúrgico urgente, com colheita de material para microbiologia. O tratamento urgente tem como objectivos controlar o foco séptico e minimizar o efeito altamente destrutivo da infecção em compartimento fechado.

Material e Métodos
Caso clínico: Homem de 48 anos, antecedentes de DM2 e internamento anterior por pé diabético séptico em 2012. Medicado com antidiabéticos orais. Recorre à consulta externa de pé diabético com ferida infectada com exsudato do terço distal da face plantar do pé esquerdo e celulite associada do dorso do pé com 5 dias de evolução. Procedeu-se a desbridamento cirúrgico com abertura da fáscia plantar com colheita de exsudato e tecido desvitalizado para microbiologia. Incisão de drenagem na face dorsal. Posteriormente foi internado com realização de desbridamentos seriados e tratamento local.

Resultados
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V048ID: 2643847 - 1970-01-01
TítuloSíndrome de Boerhaave
AutoresJúlio Constantino, Jorge Pereira, Ana Logrado, Catarina Afonso, Débora Aveiro, Milene Sá, Natália Santos, Conceição Marques, Luís Filipe Pinheiro
HospitalCentro Hospitalar TondelaViseu, EPE

Objectivo/Introdução
A ruptura espontânea do esófago, síndrome de Boerhaave, é uma entidade rara e com uma taxa de mortalidade de 35%, o que a torna a mais letal perfuração do tubo digestivo. O atraso de diagnóstico e tratamento é o factor mais determinante para um desfecho fatal.

Material e Métodos
Homem de 62 anos, antecedentes de Op. Nissen há 15 anos e Hipertensão arterial. Recorre ao SU por dor torácica subita, excruciante, após episódio de vómitos, com menos de 12 horas de evolução. Radiografia com derrame pleural esquerdo. TAC com pneumomediastino. Drenagem torácica revelou fibras alimentares, pelo que se propôs tratamento cirúrgico urgente. Toracotomia esquerda mostrou perfuração do esófago torácico distal, com conspurcação marcada da cavidade pleural, fibrina e necrose da pleura mediastínica. Colocado tubo de Kehr na perfuração, lavagem e drenagem torácica por instabilidade hemodinâmica.

Resultados
Pós-operatório na Unidade de Cuidados Intensivos, com melhoria rápida. Alta para cuidados intermédios ao 3º dia. Tentativa não sucedida de colocação de prótese esofágica por endoscopia por incapacidade de ancoramento distal. Ao 7º dia, após recuperação da sépsis e obtenção de estado nutricional adequado, submetido a nova toracotomia, com rafia da perfuração e patch de pleura. Pós-operatório sem incidentes. Alta ao 21º dia de internamento.