Melhores Comunicações Orais

C012ID: 8604238 - 1970-01-01
TítuloNEOPLASIAS PAPILARES MUCINOSAS INTRADUCTAIS DO PÂNCREAS: UMA EXPERIÊNCIA CRESCENTE
AutoresPedro Nuno Brandão, Vilma Martins, Vítor Costa Simões, Cecília Pinto, António Canha, Paulo Soares, Donzília Sousa Silva, Jorge Daniel, José Davide
HospitalCentro Hospitalar do Porto, EPE

Objectivo/Introdução
As neoplasias mucinosas papilares intraductais (IPMNs) são doenças do epitélio pancreático ductal, que correspondem a cerca de 7% das neoplasias pancreáticas. Podem variar em relação com a localização e o grau de malignidade. Este trabalho tem como objectivo a revisão dos doentes com diagnóstico de IPMNs, submetidos a cirurgia entre 2006 e 2014.

Material e Métodos
Análise prospectiva dos doentes com IPMNs submetidos a cirurgia entre 2006 e 2014.

Resultados
Foram operados 15 doentes (77% do sexo feminino, com idade média de 61,5 anos). As lesões constituíram achado incidental em 40% dos casos, em 26% a apresentação clínica foi de pancreatite aguda. As lesões localizavam-se na cabeça (8), no corpo (3), na cauda (3) e em todo o órgão (1). O tamanho médio das lesões foi de 40,2 mm. O procedimento mais vezes realizado foi a duodenopancreatectomia cefálica (7 doentes). A morbilidade obtida nesta série foi de 26,6%, não se registando necessidade de re-intervenção. Não houve mortalidade associada ao procedimento.

C012ID: 9842482 - 1970-01-01
TítuloTransplante Hepático Sequencial: o fim de uma técnica cirúrgica?
AutoresSusana Pereira, Dulce Diogo, Emanuel Furtado
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
O transplante hepático sequencial (THS) é um procedimento cirúrgico introduzido inicialmente em Portugal em 1995 com vista a minorar a escassez de órgãos para transplante. Este trabalho tem como objetivo analisar os resultados dos THS realizados num centro de transplantação hepática.

Material e Métodos
Análise retrospectiva da informação dos doentes submetidos a THS entre 10/1995 e 11/2010. Foram realizados 83 THS, sendo possível aceder aos registos clínicos de 72 doentes (74 THS). Foram analisadas variáveis referentes aos dadores, receptores e intervenção cirúrgica. O tratamento dos dados foi realizado recorrendo ao software estatístico SPSS.

Resultados
A polineuropatia familiar adquirida (PFA) ocorre em média 7,6 anos após o THS. Este estudo reveste-se de particular importância uma vez que atinge um follow-up médio de 8,5 anos, o que permite averiguar as consequências a longo prazo desta técnica cirúrgica. A análise das variáveis identificou fatores de prognóstico favorável (presença de infecção por vírus da hepatite C no receptor) e de prognóstico desfavorável (idade do receptor e consumo de álcool, doença avançada no dador, para o aparecimento da PFA. A sobrevida dos doentes após THS foi de 76,8%, 62,5% e 33,9% aos 1, 5 e 10 anos.

C020ID: 4261415 - 1970-01-01
TítuloColecistite aguda: tratamento conservador vs cirúrgico
AutoresMarinho R, Rocha R, Gomes A, Sousa M, Fragoso M, Pignatelli N, Carneiro C, Nunes V
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
O goldstandard do tratamento da Colecistite Aguda(CA) é colecistectomia urgente. Pretendemos comparar goldstandard c/ a opção conservadora não cirurgica.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo.Dtes admitidos c/diagnóstico deCA em2013. Analisados dados demográficos e clínicos comparando outcomes de morbimortalidade de 2 grupos:A) tratamento conservador(n=60) e B) tratamento cirúrgico(n=118).

Resultados
Os 2 grupos são semelhantes na distribuição por sexo. Distintos(p<0,05)na média de idades(69 vs 56,3 anos) e presença de =3comorbilidades (52% vs 26%). Razão para terapêutica conservadora: comorbilidades, >3 dias de evolução e coledocolitiase. No grupo A a cirurgia definitiva eletiva foi efectuada em 38Dtes(63%).Tempo de internamento no 1º internamento foi significativamente maior no grupoA(12,9 vs 5,7 dias),assim como a taxa de reinternamento(15% vs 6%). A abordagem laparoscópica significativamente mais frequente no grupoB(95% vs 84%), com taxa de conversão de 7%. Sem conversões no grupoA. No grupoA 33 Dtes(87%) não tiveram complicações cirurgicas, grupoB 69%(81Dtes) não complicaram. Número total de dias de internamento significativamente maior no grupoA (16,85 vs 5,7 dias).

C020ID: 2382192 - 1970-01-01
TítuloCarcinoma da vesícula biliar. Análise comparativa da experiência de um Serviço.
AutoresJG Tralhão, F. Azevedo, PB Silveira, R Martins, M. Serôdio, H Alexandrino, M Martins, H. Soriano de Carvalho, F Castro-Sousa
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
O carcinoma da vesícula biliar (CV) é uma entidade nosológica rara e de mau prognóstico. Análise comparativa da experiência de um Serviço no tratamento do CV de 1962 a 2004 com os últimos 10 anos.

Material e Métodos
Análise retrospectiva de 101 doentes (57M:29H) com CV, 67,2±9,62 anos (47 - 87), tratados até 10/2015 (1962-1988:29 casos, 1988-1995:31 casos, 1995-2004:15 casos e 2005-2015:26casos). A dor abdominal, a icterícia ou a massa abdominal palpável foram os sintomas e sinais mais relevantes. De 1962-2004 foram realizadas cinco colecistectomias (C) + trissegmentectomia (IV+V+VI) (CTRIS), onze C+hepaticojejunostomias(HJ) e ressecção da VBP, uma ressecção da VBP e HJ, uma C+subsegmentectomia V (CSV), 11 C, 47 gestos cirúrgicos paliativos (mortalidade(MT)-14,7%, morbilidade(MO)-30,7%, sobrevida actuarial (SA) aos 1,2 e 5 anos de 45%, 16% e 6%). De 2005-10/2015: uma hepatectomia dta alargada, dez CTRIS, duas CSV, duas C; e colocação de próteses em 11 caso; em dez foi realizada quimioterapia adjuvante (QT), em três radioterapia e QT (MT-6,7%, MO-33,3%, SA aos 1, 2 e cinco anos de 63%, 36,4% e 9%).

Resultados
1-Diminuição da MT (p<0,03) nos últimos dez anos; semelhante MO. 2-Maior sobrevida dos doentes submetidos a intervenção cirúrgica com intuitos curativos. 3-Menor utilização de gestos cirúrgicos paliativos.

C034ID: 6863681 - 1970-01-01
TítuloImpacto do TIPS no transplante hepático: experiência de um centro
AutoresSílvia Gomes da Silva, Mariana Tomé, Élia Coimbra, João Santos Coelho, Hugo Pinto Marques, Américo Martins, Eduardo Barroso
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
As complicações relacionadas com a hipertensão portal fazem parte da progressão da cirrose. O transplante hepático é o tratamento ideal na doença hepática em fase terminal. O aperfeiçoamento da técnica cirurgica e a melhoria dos cuidados pos-operatórios aumentou sobrevida e qualidade de vida pós-transplante. Ao reduzir a incidência de complicações relacionadas com a hipertensão portal, o TIPS tem um papel fundamental como ponte para transplante. Mas a que custo? Os autores propôem-se analisar as implicações do TIPS no transplante hepático.

Material e Métodos
Análise retrospectiva dos doentes transplantados com TIPS, no nosso centro. Sobrevivência calculada com método Kaplan-Meier e curvas comparadas com teste log-rank. Estatisticamente significativo o valor de p<0,05. Análise estatística com SPSS 19.0.

Resultados
Entre 2004 e 2014 foram transplantados 50 doentes com TIPS prévio. Foram comparados com transplantados com ascite refractária e/ou hemorragia digestiva alta recidivante, sem TIPS. Sem diferença estatisticamente significativa no tempo operatório, transfusão, complicações arteriais, portais ou biliares, taxa de re-intervenção e de falência do enxerto, mortalidade a 30 dias, tempo de internamento e sobrevida.

C034ID: 2036069 - 1970-01-01
TítuloColecistostomia percutânea na colecistite aguda ? Experiência de um serviço
AutoresAna Logrado, Júlio Constantino, Jorge Pereira, Luís Filipe Pinheiro
HospitalCentro Hospitalar TondelaViseu, EPE

Objectivo/Introdução
A colecistite aguda é uma causa comum de admissão no serviço de urgência, sendo o tratamento definitivo a colecistectomia. Contudo, em doentes idosos, sépticos, com mau estado geral e/ou cuja patologia associada possa contraindicar um procedimento cirúrgico, a colecistostomia percutânea constitui uma forma de tratamento alternativa.

Material e Métodos
Análise retrospectiva dos doentes submetidos a colecistostomia percutânea no período compreendido entre Janeiro de 2010 e Dezembro de 2014, através da consulta dos processos clínicos de internamento.

Resultados
No referido período foram realizadas 20 colecistostomias percutâneas eco-guiadas. Observou-se discreto predomínio de doentes do sexo masculino, com uma média de idades de 80 anos, todos classificados como ASA III ou IV, a maioria antiagregados/hipocoagulados. O número de dias em colecistostomia e a duração do internamento foi em média 7 e 15, respectivamente. O agente mais frequentemente isolado foi a Escherichia Coli. Encontrou-se uma taxa de mortalidade de 10%, sendo que apenas 20% dos doentes foram submetidos a colecistectomia subsequente.

C039ID: 1284834 - 1970-01-01
TítuloA abordagem trimodal no tratamento do cancro do esófago ? estudo retrospectivo
AutoresDiogo Carrola Gomes(2), Caldeira Fradique(1), Luísa Quaresma(1), Guedes Da Silva(1), Mário Oliveira(1), Lígia Costa(1), Gualdino Silva(1), Alexandra Pupo(1), Jorge Esteves(1), Mateus Marques(1), Fernanda Cabrita(1), Gonçalo Fernandez(1), Filomena Pina(1),
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
O cancro do esófago é uma das doenças oncológicas com pior prognóstico. A quimio-radioterapia (QRT) neoadjuvante pode melhorar a sobrevida através do controlo loco-regional e prevenção das micrometástases. São apresentados os resultados de uma Unidade Funcional (UF) Multidisciplinar institucional.

Material e Métodos
Foram revistos 32 doentes consecutivos, operados até 30/09/2014 após QRT neoadjuvante. Os doentes foram avaliados e acompanhados em todas as fases do diagnóstico e terapêutica no âmbito da UF. Caracterizaram-se os seguintes parâmetros: localização do tumor, tipo histológico, estadio TNM, via de abordagem, resposta histológica (rP), nº de gânglios ressecados/metastizados, mortalidade e sobrevida.

Resultados
Predominavam os tumores do terço distal (66%), os CPC (72%) e o estadio III (75%). A via de abordagem preferencial foi a de Ivor-Lewis (78%). Foram ressecados em média 19,7 gânglios por doente. Verificou-se metastização ganglionar em 41% dos doentes. Foi obtida cirurgia R0 em 91% dos doentes. Houve resposta positiva à QRT neoadjuvante em 78%, com 22% de rP completa. A mortalidade a 30 dias foi de 13% e a sobrevida a 3 e 5 anos foi de 34 e 12,5% respectivamente.

C039ID: 2107477 - 1970-01-01
TítuloGastrectomia radical em doentes com idade superior a 75 anos
AutoresPatrícia Lages, Cláudia Pereira, Rui Esteves, Nilza Gonçalves, Daizy Abreu, Paulo Costa
HospitalCentro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE

Objectivo/Introdução
A decisão multidisciplinar oncológica nas idades mais avançadas é frequentemente no sentido de a cirurgia ser a primeira/única proposta terapêutica.A intenção foi comparar o impacto na sobrevida ligado ao tipo de linfadenectomia nos doentes com idade>75 anos.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo.232 doentes-ca gástrico operados até 2012,recuo mínimo de 2,5a.GrupoI-n=78,>75a;Grupo II-n=154,

Resultados
GrupoI:D0-1(22),D1+(25),D2(31).T1-2(30),T3(21),T4(27).N0(34).nR=6(11).Grupo II:D0-1(34),D1+(43),D2(77).T1-2(56),T3(56),T4(42).N0(62).nR=6(34).Sobrevida global(SG) foi significativamente menor no Grupo I (p0,05).nR>=6 com impacto significativo na SG em 34 doentes do Grupo II,(p

C049ID: 1039193 - 1970-01-01
TítuloAdenocarcinoma gástrico enxertado em polipo - análise estatística
AutoresParedes, B; Fradique, A; Silva, G; Pupo, A; Quaresma, L; Rodrigues, S; Sobral, M.
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Objectivo/Introdução
Anualmente realizam-se milhares de endoscopias (EDA). Não fazendo parte do plano de rastreio nacional, é necessário um elevado nivel de suspeição em doentes com patologia dispéptica refratária à terapêutica ou outros sinais de alarme. O cancro gástrico tem uma incidência na Europa de 9,4/100.000 hab e em Portugal de 13,7/100.000 hab, com uma elevadíssima mortalidade (10,5/100.000 Portugal). O principal factor etiológico na génese do cancro gástrico é a infeção por H. Pylori, esta é responsável por um estado de inflamação crónica na mucosa gástrica, que predispõe para a quebra da sua barreira protectora. A partir daí, desenvolve-se um processo de gastrite crónica, metaplasia, displasia e finalmente carcinoma. No entanto, o adenocarcinoma gástrico (90% dos cancros gástricos) pode surgir raramente, a partir de tumores benignos, nomeadamente polipos que sofrem transformação maligna. Ao contrário dos adenocarcinomas do cólon esta transformação é muito rara no estômago.

Material e Métodos
Analisámos 450 doentes com adenocarcinoma gástrico, dos quais identificámos 10 cujo o adenocarcinoma enxertava em polipo.

Resultados
Das variáveis analisadas, salientamos que todos os doentes tinham adenocarcinomas do tipo intestinal, entre bem e moderamente diferenciado. Todos eles foram diagnosticados no Estadio IA, apresentando à data uma sobrevivência de 100%.

C049ID: 1041147 - 1970-01-01
TítuloDoença do Refluxo Gastroesofágico (DRGE): Visão integrada entre os cuidados de saúde primários e a Cirurgia Geral
AutoresM. Fragoso (1) A. Magalhães (2) N. Oliveira (3) E. Afonso (1) M. Marques (2) F. Oliveira (3) V. Nunes (1)
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
A prevalência da DRGE varia entre 7-25%. Existem múltiplos questionários validados para a avaliação de sintomas e impacto na qualidade de vida (QV).

Material e Métodos
Traduziu-se para o português o questionário GERD-HRQL (Health-Related Quality of Life scale for GERD). Foi aplicado a uma amostra aleatória de 257 utentes de uma unidade de saúde primária. Caracterizou-se a população quanto às características demográficas, toma de protector gástrico e score. Foi avaliada a subpopulação com score >= 13 dada a correlação deste score com doença orgânica. Aplicou-se, retrospectivamente, o mesmo questionário, aos doentes com DRGE submetidos a cirurgia de refluxo, entre Janeiro de 2014 e Setembro de 2015, avaliando os sintomas no pré-operatório e pelo menos 2 meses pós operatoriamente.

Resultados
O índice de confiabilidade alfa de Cronbach médio foi de 0,93 (0,36-2,38). A prevalência de DRGE assumindo score para diagnóstico >= 13 é de 23%. A idade média é de 50,1 A. 65,4% dos doentes era do sexo feminino. O score médio foi de 7,3. 23,7% dos doentes tomava protector gástrico. A relação entre cada uma das 10 questões do questionário, a toma de protector gástrico, a qualidade de vida e o score é significativa (p

C062ID: 1548996 - 1970-01-01
TítuloO Rácio Neutrófilos/Eosinófilos é preditor da necessidade de cirurgia na diverticulite aguda do cólon sigmoide
AutoresNuno Carvalho (1,2) Gisela Marcelino (3), Gabriel Oliveira (1), Celso Marialva (1), Rafaela Campanha (1), Diogo Albergaria (1,2), Margarida Ferreira (1), Filipa Eiró (1), Gabriela Machado (1), Rui Lebre (1), J Corte-Real (1)
HospitalHospital Garcia de Orta, EPE

Objectivo/Introdução
A diverticulite aguda (DA) é uma entidade complexa, com amplo espectro de manifestações, desde formas ligeiras, tratadas em ambulatório, até quadros de choque séptico, com elevadas taxas de mortalidade. Objectivo: Avaliar a relação entre o Rácio Neutrófilos / Eosinófilos (N/E) com a classificação de Hinchey e a necessidade de cirurgia na DA do cólon sigmoide.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo de 3 anos (2008-2010), 174 doentes internados por DA, confirmada por tomografia computorizada. Determinação de N e E na admissão. Avaliação com classificação de Hinchey modificada e necessidade de cirurgia. Estatística com Mann-Whitney e Kruskal-Wallis.

Resultados
161 doentes com Hinchey < III, 17 submetidos a cirurgia. Elevação de N e redução de E do estadio 0 para o estadio IV ( p<0,05). Elevação do rácio N/E do estadio O para o estadio IV (p<0,05). O rácio N/E discriminou a necessidade de cirurgia com uma área abaixo da curva de 0,86. Para rácio N/E > 244, o risco relativo de cirurgia foi de 32.

C062ID: 1531246 - 1970-01-01
TítuloDeiscência anastomótica após anastomose colo-cólica ou colo-rectal em doentes sem estoma de protecção
AutoresMarta Costa, Carolina Canhoto, Cristina Camacho, Ana Bento, Mário Santos, Fernando Manata, Fernando José Oliveira
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A deiscência anastomótica constitui uma das complicações mais temidas na cirurgia colo-rectal. A identificação prévia dos fatores de risco, uma boa técnica cirúrgica e a eventual confeção de um estoma derivativo têm sido apontados na prevenção da deiscência. Este trabalho tem como objetivo determinar os factores associados à deiscência anastomótica em doentes submetidos a anastomoses cólicas.

Material e Métodos
Estudo retrospetivo dos processos de todos os doentes submetidos a anastomoses colo-cólicas ou colo-rectais entre Julho de 2010 e Junho de 2015. Foram analisadas aspectos clínicos e pesquisados possíveis fatores de risco para deiscência anastomótica.

Resultados
Dos 387 doentes submetidos a anastomoses colo-cólicas ou colo-rectais, 18 apresentaram deiscência anastomótica (4,65%). Todos os casos de deiscência ocorreram em doentes operados por lesão neoplásica. Os doentes que realizaram tratamento neoadjuvante, os submetidos a ressecção anterior do recto e que os iniciaram a dieta a partir do 5º dia pós-operatório foram significativamente mais afectados que a restante amostra. O tipo de abordagem cirúrgica e o tipo de anastomose (mecânica ou manual) não teve repercussão na taxa de deiscência.

C084ID: 8908760 - 1970-01-01
TítuloA abordagem transanal na exérese total do mesorrecto (ETM) é segura?
AutoresJulio S Leite, António Manso, M Gorete Jorge, Soraia Silva, Sheila Martins, JG Tralhão, F Castro-Sousa
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A abordagem transanal endoscópica parece facilitar a mobilização distal do recto, que é por via laparoscópica. Objectivo do estudo verificar a viabilidade e segurança da exérese rectal transanal.

Material e Métodos
Material e métodos. Foi avaliada a experiência inicial em doentes com carcinoma do recto que necessitaram de proctectomia interesfinctérica. Após a dissecção interesfinctérica colocou-se porta única no canal anal. Procurou dissecar-se no sentido proximal até ao Douglas. Completou-se a ressecção recto-sigmoide por via convencional num caso ou por laparoscopia em dois e efectuou-se anastomose colo-anal manual.

Resultados
Resultados. Realizaram-se 3 proctectomias transanais: num com radioquimio neoadjuvante (ypT2N0), outro tumor viloso em toalha associado a pT3N0 e noutro por excisão local incompleta de pT1. Num houve dificuldades intraoperatórias na mobilização do tumor em relação à próstata, outro exposição pélvica inadequada por deficiente relaxamento e noutro dificuldade na dissecção antero-lateral, com lesão ureteral identificada na abordagem laparoscópica abdominal e corrigida através de reimplantação na bexiga. Não ocorreu morbilidade significativa e as peças com adequada ETM sem invasão das margens.

C084ID: 8039295 - 1970-01-01
TítuloImpacto da margem de ressecção cirúrgica no Cancro do Cólon Estadio I e II
AutoresRicardo Rocha, Marta Sousa, Rui Marinho, Marta Fragoso, David Aparício, Carla Carneiro, Vasco Geraldes, Vitor Nunes
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
A margem de resseção intestinal no Cancro do Cólon tem sido alvo de inúmeras discussões, apesar de a margem de 5 cm ser a mais aceite. O objectivo do nosso trabalho é avaliar a margem de ressecção cirúrgica intestinal de 5cm como factor de risco independente de recidiva nos doentes N0.

Material e Métodos
Analisamos doentes operados por ADC do Cólon, entre 2006 e 2010. Excluimos os doentes N+ e M1. Estudámos parâmetros demográficos, anatomopatológicos, apresentação clinica, adjuvância e recidiva de doença num follow up de 5 anos. Definimos 2 grupos (mais de 5cm e menos de 5cm) e realizamos regressão logística e linear múltipla.

Resultados
Dos 549 doentes operados por neoplasia do cólon incluímos 215, com idade média 70,4 anos (DP 11,7), sexo masculino em 57,7%. 24,2% eram do Estádio I e 75,8 do II. A taxa de recidiva foi de 15,8%, com tempo até à recidiva de 25,53 meses (DP 13,9), dos quais 41,2% tiveram recidiva locorregional, 44% recidiva à distância e 14,7% ambas. A margem de resseção média foi de 5,38cm (DP 3,6). Comparando ambos os grupos, não houve diferenças quanto à taxa de recidiva. No entanto quando comparando o tempo até à recidiva, verificou-se que foi de 32,33 meses(DP 12,1) nos doentes com margem superior a 5cm e de 21,82 (DP 13,78) nos doentes com margem inferior a 5cm (chi-square 2.6; p 0,03).

C094ID: 2618741 - 1970-01-01
TítuloHiperparatiroidismo Secundário ? Persistência vs Recorrência
AutoresCatarina Morais, Filomena Soares, Cláudia Paiva, Raquel Correia, Vitor Valente, Moreira da Costa, José Polónia
HospitalCentro Hospitalar do Porto, EPE

Objectivo/Introdução
O objectivo deste trabalho passa por documentar a nossa experiência na cirurgia de hiperparatiroidismo secundário. Constatar as taxas de recidiva/persistência e quais as estratégias terapêuticas subsequentes.

Material e Métodos
Entre o período de 1 de Janeiro de 2003 e 31 de Dezembro de 2013, um total de 88 pacientes foram submetidos a paratiroidectomia com o diagnóstico de hiperparatiroidismo secundário. Desse total foram excluídos inicialmente 18 pacientes, 17 por ausência de registos de dados e 1 por morte no pós-operatório. Assim sendo, da amostra final fazem parte um total de 70 pacientes, com média de idades 49 anos; 53 dos quais em programa de hemodiálise,5 em diálise peritoneal e 5 transplantados renais.

Resultados
Tendo em conta o valor de referência de PTH de 300pg/mL (guidelines do KDOQI), e as definições de hiperparatiroidismo persistente e de hiperparatiroidismo recorrente, constatou-se persistência de hiperparatiroidismo secundário(HPTS) em 13 pacientes(18,6%) e recorrência de HPTS em 3 deles(4,3%). Dos 13 doentes em que se constatou persistência do HPTS, 6 foram submetidos a nova intervenção cirúrgica e uma nova exploração cirúrgica em 1 doente do grupo das recorrências.

C094ID: 6298955 - 1970-01-01
TítuloFactores preditores de trombose e infecção após colocação de Catéter Venoso Central Totalmente Implantável (CVCTI)
AutoresDavid Aparício, Carlos Leichsenring, Ricardo Rocha, Marta Fragoso, Cisaltina Sobrinho, Nuno Pignatelli, Carla Carneiro, Rui Marinho, Marta Sousa, Wilma Dias, Vasco Geraldes, Vítor Nunes
HospitalHospital Professor Doutor Fernando Fonseca, EPE

Objectivo/Introdução
Eventos trombóticos e a infecçãosão as principais causas de complicação tardia da colocação CVC, estando em muitos casos relacionadas. Pretende-se perceber a incidência de trombose e infecção relacionadas com o cateter numa população real. Se o cirurgião e o local de colocação são factores de risco. Se a anticoagulação (AC) ou a antiagregação (AA) são factores protectores.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo(1/1/2012-31/12/2013).Análise estatística univariável. Trombose: evento trombótico sintomático.Infecção: peri-catéter ou sépsis com ponto de partida a esclarecer.

Resultados
N=261 CVCTI: 221(84.7%) na veia subclávia direita (VSD), 34 (13%) na esquerda(VSE) e 6 (2%) na femoral (VF). Incidência de trombose:13.4% e de infecção 8%. Ausência de relação estatisticamente significativa entre a infecção/trombose e o cirurgião (p=0.4/0.5). Infecção:3.3% se colocação na VF; 6.3% na VSD e 14.7% na VSE(p=0.017). Trombose:12.7% se colocado na VSD; 17.6% na VSE e 16.7% na VF (p=0.7). Trombose em doentes comAC:10.5% e 13.6% se sem (p=0.7).Infecção nos doentes com AC:15.8% e 7.4%se sem (p=0.19). Trombose em doentes com AA:5% e 13%se sem (0.56).Infecção em doentes comAA:10% e 7.9%se sem (p=0.7).

C101ID: 1956096 - 1970-01-01
TítuloHepatotoxicidade da Quimioterapia: Validação de um Modelo Animal
AutoresHenrique Alexandrino1,2, Ana T. Varela3,4, Rui C. Oliveira5, João Cardoso2, Filipe V. Duarte3,4, João S. Teodoro3,4, Anabela Rolo4,6, M. Augusta Cipriano5, J. Guilherme Tralhão1,2, Lígia Prado e Castro5, Carlos Palmeira3,4, Francisco Castro e Sousa1,2
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Objectivo/Introdução
A hepatotoxicidade associada à quimioterapia (HAQT) pode condicionar maior morbi-mortalidade após hepatectomia (Hp) por metástases. A HAQT ocorre em 3 padrões: esteatose simples (ES); esteatohepatite (CASH); e síndrome de obstrução sinusoidal (SOS). Não foram desenvolvidos ainda modelos animais satisfatórios de HAQT. Estes modelos permitirão o estudo dos mecanismos de regeneração hepatocelular após Hp.

Material e Métodos
Estudo de acordo com as normas institucionais. Dez ratos Wistar machos, 8 semanas de idade. Três grupos: Grupo A (n=4), injecção intra-peritoneal (i.p.) de irinotecano (IRN) (75 mg/kg) e 5-fluorouracilo (5-FU) (50 mg/kg), durante 4 semanas; Grupo B (n=4), injecção i.p. de IRN (50 mg/kg) e 5-FU (50 mg/kg), durante 4 semanas; Grupo C (n=2), controle. Sacrifício uma semana após última administração. Colhidos: fígado para exame histológico (hematoxilina-eosina, tricrômio de Masson e reticulina); sangue para transaminases e bilirrubina.

Resultados
Dilatação sinusoidal nos grupos A e B, em comparação com o grupo C (?2p<0.05). Não foram encontradas lesões de ES ou CASH. Sem variação estatisticamente significativa no peso ou nos valores de ALT, AST ou bilirrubina.

C101ID: 2088426 - 1970-01-01
TítuloCitologia aspirativa no Bócio Multinodular ? que outros parâmetros considerar
AutoresMorais, H; Neves, J; Ribeiro, M; Ferreira, M; Santos, AF, Pinho, J; Vieira, V; Azenha, N; Borges, I; Dias, R; Fonseca, A; Conceição, L; Matos, A; Cecílio, J
HospitalHospital Distrital Figueira da Foz, EPE

Objectivo/Introdução
Determinar a incidência e factores de risco para carcinoma da tiroide em contexto de Bócio Multinodular (BMN) com citologia aspirativa categorizada como Bethesda II.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo baseado na colheita de dados do processo clínico referentes a todos os doentes submetidos a tiroidectomia por BMN com citologia aspirativa Bethesda II, num serviço de Cirurgia Geral entre 1 de Janeiro de 2007 e 30 de Junho de 2015. Os dados foram submetidos a análise estatística univariada e multivariada.

Resultados
Foram identificados 251 doentes nestas condições, 87,3% do género feminino e 12,7% do masculino com uma idade média de 56,05±13,63 anos. Foi estabelecido o diagnóstico anatomopatológico de carcinoma da tiroide em 11% dos doentes, e noutros 16,3% foi identificado pelo menos um foco de microcarcinoma papilar. A análise univariada revelou que a elevação dos anticorpos anti-peroxidase (p=0.02) e anti-tiroglobulina (p=0.033) bem como a presença de micocalcificações (p=0.009) e adenomegálias latero-cervicais (p=0.019) na ecografia se associam ao carcinoma da tiroide. Contudo na análise multivariada apenas se comprovou essa associação em relação a presença de micocalcificações (p=0.014) e adenomegálias latero-cervicais (p=0.025).

C115ID: 3585131 - 1970-01-01
TítuloTaxas de reintervenção em cirurgia conservadora da mama (CCM) inferiores a 5% - Perguntem-nos como ...
AutoresOom, R; Sousa, M; Nogueira, R; Santos, C; Vargas Moniz, J; Santos, A; Alves, R; Leal de Faria, J; Bettencourt, A.
HospitalInstituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

Objectivo/Introdução
Margens positivas na CCM associam-se a aumento da recidiva local e implicam taxas de re-excisão até 72% segundo a literatura. Nesta Unidade de Mama, as margens cirúrgicas são avaliadas intraoperatoriamente por um exame macroscópico da peça, realizado por um anatómo-patologista. O objectivo deste trabalho é avaliar a taxa de re-excisão por margens positivas na CCM.

Material e Métodos
Estudo retrospectivo e observacional em que se avaliam os doentes submetidos a CCM oncológica no ano de 2013. A margem foi considerada positiva quando < 1mm.

Resultados
Dos 817 doentes operados, 347 realizaram CCM oncológica. O diagnóstico histológico foi de 317 CI e 30 CDIS. Foram realizadas 205 (58,4%) tumorectomias com marcação prévia da lesão e em 260 (74,0%) foram empregues técnicas oncoplásticas. O tamanho médio das lesões foi de 16,8mm (10,3 DP). Registaram-se 66 casos com margens cirúrgicas intraoperatórias com <1mm. Destes, 47 tiveram alargamento de margem por indicação do exame extemporâneo macroscópico intraoperatório, evitando 46 (13,3%) casos de reoperações. Doze (3,5%) doentes foram reoperados por margens positivas no exame anatomopatológico definitivo.

C115ID: 1283432 - 1970-01-01
TítuloMARCADORES MOLECULARES DO CARCINOMA DA MAMA : CARACTERÍSTICAS CLINICOPATOLÓGICAS, RESPOSTA AO TRATAMENTO E PROGNÓSTICO
AutoresBarbosa L; Ferreira J; Santos M; Francisco E; Esteves J; Fernandes F; Joaquim A; Furtado A; Póvoa A; Maciel J.
HospitalCentro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade II

Objectivo/Introdução
A introdução de marcadores moleculares no cancro da mama permitiu a identificação de 5 graus moleculares que conferem diferenças significativas quanto ao prognóstico dos doentes. Avaliar a resposta ao tratamento neoadjuvante como factor de prognóstico segundo o grau molecular e estadio TNM dos doentes com carcinoma da mama do Serviço de Cirurgia Geral do CHVNG/ num período de 3 anos.

Material e Métodos
Análise retrospectiva dos 320 doentes com diagnóstico de carcinoma da mama no Serviço de Cirurgia Geral entre 01/01/2011 e 31/12/2013.

Resultados
Dos 320 casos, 98% eram do sexo feminino com média de idade de 62 anos. Em 72 casos foi realizado tratamento adjuvante. Ficou demonstrada que nos doentes submetidos a QT neoadjuvante, o risco de morte aumenta com o estadio TNM. De igual modo, o grau molecular luminal A tem melhor sobrevida global e sobrevida livre de doença quando comparado com o luminal B e Basal-like. Todos os doentes com resposta completa à QT neoadjuvante tiveram uma sobreviência de 100% e em comparação com os doentes sem resposta à QT, o grupo de doentes com "downstaging do tumor" apresentou um risco de morte inferior.