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V018
TítuloHepatectomia Direita Por Via Laparoscópica
AutoresJaime Vilaça, Tiago Bassères, Ana Fonte Boa, Humberto Cristino
HospitalOutro / Hospital da Arrábida

Resumo
Introdução A via laparoscópica tem vindo gradualmente a ganhar terreno na cirurgia hepática, demonstrando grande benefício na agressão de parede e nas baixas perdas hemáticas. A segurança é também um aspecto que tem vindo a melhorar com a aferição da estatégia. Objectivo Mostrar a realização de uma hepatectomia direita por via laparoscópica com abordagem extra glissoniana. Material e Método Uma doente de 73 anos, corticodependente por arterite temporal e obesa (IMC31), foi internada por dor no hipocôndrio direito condicionada por hemorragia intracística em lesão complexa do lobo direito do fígado. Com mais de 11 cm, a lesão envolvia os segmentos 5,6 e 7 e face à dúvida da sua etiologia foi proposta para hepatectomia direita por laparoscopia. Resultados A cirurgia teve uma duração de 300 minutos e uma hemorragia estimada de 350 cc. A extracção da peça foi feita com saco por uma incisão suprapúbica. O pós operatório decorreu sem complicações. A doente re-iniciou dieta ao 2º dia, retirou dreno abdominal ao 3º e teve alta ao 6º dia. Não necessitou de transfusão de glóbulos vermelhos no peri-operatório. Conclusão A estratégia laparoscópica é muito atrativa para ressecções major anatómicas do fígado. O planeamento prévio desta cirurgia é fundamental para o seu sucesso.

V020
TítuloHidatidose Hepática Complicada – Abordagem Cirúrgica Radical
AutoresJaime Vilaça, Sílvia da Silva, Mónica Rocha
HospitalCentro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE

Resumo
Introdução A hidatidose hepática é ainda endémica em algumas áreas do país e muitas vezes tem um curso silencioso, dando sinais apenas quando se complica. Pode constituir por isso um verdadeiro desafio terapêutico, tanto mais que a sua melhor abordagem para cura, continua a ser a cirurgia. Objetivos Apresentar um caso de doença grave com abordagem multidisciplinar e radical. Material e Métodos Revisão de processo clínico e compilação de imagens ilustrativas da metodologia empregue. Resultados Tratou-se de um homem de 36 anos que se apresentou pelo serviço de urgência com uma quadro de icterícia obstrutiva complicada de colangite infecciosa e duas massas abdominais palpáveis. Iniciou um tratamento médico com reversão da sépsis. A caracterização por TAC revelaria aspectos próprios de hidatidose múltipla hepática complicada, com cistos de estadios distintos de evolução. Fez então descompressão biliar endoscópica e tratamento anti parasitário. Posteriormente foi sujeito a pericistectomias totais múltiplas com esterilização cística intra-operatória e controlo de fístulas biliares. O pós operatório foi favorável e atualmente não há evidência de doença ativa. Conclusão Mesmo em casos complexos, a hidatidose pode e deve ser abordada numa perspectiva de cura da doença.

V217
TítuloGastrectomia Total Por Laparoscopia Em Idoso
AutoresJosé Barbosa, António Ferrão, Tiago Machado, Sofia Castro, Costa Maia
HospitalCentro Hospitalar de São João, EPE

Resumo
Introdução A gastrectomia laparoscópica por carcinoma tem vindo a receber maior aceitação entre os cirurgiões e, apesar da escassez de estudos randomizados com resultados a longo prazo, a verdade é que os resultados a curto prazo são de forma geral sobreponíveis aos da cirurgia aberta. Descreve-se uma gastrectomia total num doente do sexo masculino, 80 anos de idade, com carcinoma do corpo gástrico sem metastização. Nos antecedentes pessoais destacava-se a ocorrência de 2 AVCs, dislipidemia, HTA e HBP. O vídeo começa pela lise de aderências e demonstra, sucessivamente, a libertação do grande epiplon e dos vasos curtos, laqueação dos vasos gastroepiplóicos direitos e linfadenectomia 6, linfadenectomia 12p, laqueação dos vasos gástricos direitos junto à artéria hepática e linfadenectomia 5, secção do duodeno, secção do pequeno epíplon até aos pilares diafragmáticos, linfadenectomia 7 na origem e laqueação dos vasos gástricos esquerdos, linfadenectomia 1, 2 e secção do esófago, linfadenectomia 8 e 11p. Confecção de anastomose esofagojejunal em Y-Roux totalmente laparoscópica. Resultados Clínicos Duração cirurgia – 235 mn Perda sangue

V374
TítuloEnucleação De Volumoso Leiomioma Do Esófago Por Toracoscopia
AutoresJohn Preto, Inês Romero, Vitor Devesa, José Barbosa, J. Costa Maia
HospitalCentro Hospitalar de São João, EPE

Resumo
Introdução: Leiomioma, embora rara, é a neoplasia benigna mais comum do esófago. O tratamento de eleição é a enucleação, sendo a toracoscopia a via de acesso preferencial para lesões entre 1 e 5 cm. Está por definir a melhor via de abordagem nas lesões maiores. Caso Clínico: Os autores apresentam o caso de um doente, masculino, 47 anos, com queixas de disfagia e dor retroesternal, com vários anos de evolução. Estudo complementar revelou a presença de uma volumosa lesão (aprox. 8 cm da maior dimensão) do esófago torácico, sugestivo de leiomioma. O doente foi submetido a toracoscopia e enucleação da referida lesão, sem intercorrências. O pós-operatório decorreu sem complicações. O estudo anatómo-patológico confirmou tratar-se de um leiomioma do esófago com as seguintes dimensões: 8,5 x5,5x3,9 cm. Discussão: A enucleação por toracoscopia é um procedimento seguro que minimiza as possíveis complicações decorrentes de uma abordagem torácica clássica. Mesmo em leiomiomas de grandes dimensões, como aquele apresentado neste vídeo, a abordagem por toracoscopia é possível e deve ser tentada, sabendo que a possibilidade de conversão aumenta com o tamanho e o grau de envolvimento da parede do esófago.

V429
TítuloRessecção Anterior Do Recto - Como Nós Fazemos
AutoresSusana Ourô; Ian jenkins, Robin Kennedy
HospitalOutro / St Marks Hospital - London United kingdon

Resumo
A standardização da excisão total do mesorecto (ETM) veio melhorar os resultados da cirurgia oncológica do recto, nomeadamente devido à redução na recidiva local. O conceito de ETM pode também ser aplicado ao cólon. Este novo conceito de excisão completa do mesocolon refere-se à dissecção da fascia visceral do mesocólon da fascia parietal retroperitoneal. Isto possibilita a ressecção com um pacote linfovascular intacto, minimizando a libertação de células malignas. A aplicação da excisão total do mesocolon na cirurgia laparoscópica colorectal permite realizar procedimentos de elevada qualidade, reprodutíveis potencialmente melhorando o outcome. Com este video ou autores pretendem demosntrar a técnica aplicada à Ressecção anterior do Recto.

V492
TítuloCatástrofe Abdominal: Do Caos À Reconstrução
AutoresDaniela Alves; Margarida Vinagreiro; Bruno Silva; Jorge Valverde; Joana Correira; Fernando Ferreira; Eva Barbosa; Emanuel Guerreiro; Manuela Dias
HospitalUnidade Local de Saúde de Matosinhos, EPE

Resumo
A fasceíte necrotizante é uma infeção potencialmente fatal, devendo ser controlada com desbridamentos cirúrgicos sequenciais das áreas afetadas. Um foco de sépsis abdominal associado agrava a dificuldade do controlo séptico. O encerramento abdominal temporário, associado a pressão negativa, facilita o controlo destes casos permitindo a sua recuperação para a fase reconstrutiva. Apresentamos o caso de um homem de 48 anos, submetido a sigmoidectomia laparoscópica por adenocarcionoma (pT4N2M0), noutra instituição. Às 48h constatou-se agravamento clínico, com deiscência da anastomose, tendo sido realizada uma operação de Hartmann. Devido à necessidade de cuidados intensivos no pós-operatório foi transferido para a nossa instituição, onde se veio a verificar, para além de uma peritonite secundária, uma infeção necrotizante da parede abdominal. Houve necessidade de desbridamentos múltiplos associados a terapia de pressão negativa em dois compartimentos e oxigenoterapia hiperbárica. Perante a evolução favorável do quadro, optou-se pelo encerramento do abdómen aberto com enxerto dermo-epidérmico, um mês após a cirurgia inicial, e da ferida de fasciectomia de forma diferida. Um ano após a resolução deste caso catastrófico, foi efetuada reconstrução do trânsito e simultaneamente uma reconstrução complexa da parede abdominal. A cura desta hérnia ventral planeada (com 25x15cm), foi conseguida pela técnica de separação componentes anterior, reforçada com bioprótese em posição underlay.

V503
TítuloReconstrução Do Nervo Laríngeo Recorrente - Estudo Experimental
AutoresLuís Silveira, Pedro Serralheiro, Isabel Dionísio, Luís Antunes, Severiano Silva, David Ferreira, Salviano Soares, Maria de Lurdes Pinto
HospitalOutro / Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior e Departamento de Ciências Vetrinárias da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro

Resumo
O nervo laríngeo recorrente (NLR) é o único no organismo que contém fibras com funções motoras antagónicas: adução e abdução das cordas vocais (cv). Nenhum método, até agora conhecido, consegue remobilizar a cv, quando se verifica uma lesão per-operatória. Em cabras, os autores ensaiaram a interposição de um enxerto de veia preenchida com músculo (vm) com o objetivo de verificar a existência de tropismo seletivo entre as fibras dos topos do NLR seccionado e restabelecer o movimento normal da cv. Foram operadas nove cabras, abordado o NLR esquerdo, seccionado a cerca de 1cm do cricofaríngeo e excisado um fragmento com 5mm. Nas seis cabras do Grupo I (GI), colocou-se um vm entre os topos do nervo; nas três do Grupo II (GII), aquele não foi reconstruído. Passados cerca de 11 meses as cabras foram de novo operadas. Antes e depois de cada intervenção (ic) foram efetuados filmes, por laringoscopia, registando o movimento das cv; gravada a voz das cabras antes (voz normal) e depois da primeira ic; efectuada a observação intra-operatória do complexo vm e nervo, na 2ª ic; e excisado um fragmento para estudo histológico. Neste vídeo apresentamos essencialmente a técnica operatória e, resumidamente, os resultados que obtivemos: em todos os animais do GI a cv se remobilizou com simetria e coordenada com a respiração e boa recuperação para a voz normal. Este método, em cabras, foi o único a conseguir 100% de mobilização eficaz da cv, logo existiu um tropismo das fibras adutoras e abdutoras para as de igual sinal do topo oposto. Este foi através do enxerto vm. A reconstrução do NLR com enxerto de veia preenchida com músculo é um método eficaz, de simples execução e que não deixa sequelas estéticas ou nervosas. É licito aplicá-lo no homem e espera-se que obtenha idêntico resultado.

V544
TítuloColectomia Total Laparoscópica Com Extracção Transanal Da Peça Operatória
AutoresJoaquim Costa Pereira, Carlos Costa Pereira, Cristina Martinez Ínsua, Licínio Soares, Jacinta Queirós, Susana Costa, Arnaldo Ferreira
HospitalCentro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE

Resumo
Objectivo Apresentação de vídeo de colectomia total laparoscópica com extracção transanal da peça cirúrgica. Técnica cirúrgica Posição de Loyd-Davies modificada. Utilização de 4 portas de 12 mm, umbilical para a câmara, suprapúbica, quadrante inferior direito e transição dos quadrantes esquerdos. Abordagem inicial do colon esquerdo, de medial para lateral. Como se trata de uma colectomia profiláctica as laqueações vasculares não foram proximais. Procede-se a abertura do mesocolonsigmoide distal em sentido cefálico, com mobilização do colon no sentido contrário aos ponteiros do relógio com abaixamento dos ângulos esplénico e hepático e realização de epiplonectomia. Mobilização completa de todo o colon, preparação do ileon distal para anastomose, colotomia a nível da transição rectosigmoide e introdução da ogiva por via transanal com espigão acoplado. Ileotomia distal com introdução da ogiva perfurando a sua parede anterior. Secção do ileon com endogia e secção da transição rectosigmoideia para extracção transanal da peça de colectomia total. Encerramento do topo rectal com GIA e anastomose ileorectal mecânica lateroterminal com máquina de sutura circular. Resultados A doente apresentou um pós-operatório sem intercorrências, retomou alimentação oral e suspendeu endovenosos às 24 horas, teve alta às 72 horas. Tempo operatório 128 min. Conclusão A utilização de técnica NOSE transanal é exequível também para a colectomia total laparoscópica e permite minimizar a agressão cirúrgica

V691
TítuloPerfusão Hipotérmica Isolada Do Fígado + Ressecção Da Veia Cava Inferior Com By-Pass Veno-Venoso Extra-Corporal No Tratamento De Leiomi ...
AutoresHugo Pinto Marques*, Luís Baquero**, João Santos Coelho*, Marta Guimarães***, Gil Gonçalves***, Eduardo Barroso*
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Resumo
A exclusão vascular total (EVT) do fígado, com clampagem do pedículo hepático e da veia cava inferior (VCI), está indicada para tumores envolvendo a VCI ou a confluência das veias supra-hepáticas (VSH). A perfusão hipotérmica isolada (PHI) prolonga a tolerância hepática à isquémia.Caso clínico: Sexo M., 62 anos, com leiomiossarcoma da VCI retro-hepática adjacente à aurícula direita e envolvendo a veia renal direita + tumor do rim direito. 23-7-2012: Abordagem abdominal e cardíaca combinadas por toraco-freno-laparotomia; canulação da auricula direita, VCI infra-renal e veia mesentérica inferior.? Refrigeração hepática por via portal com Celsior (6l a 4º). Após clampagem da VCI acima e abaixo do fígado, procedeu-se a de EVT (1h 45´): realizada ressecção da VCI retro-hepática + segmento I até à VCI intrapericárdica e nefrectomia direita. Reconstrução da VCI com prótese de Gore-Tex 20 mm, com reimplantação das VSH. A cirurgia decorreu durante 10 horas, com necessidade de transfusão de 6 U CE. Durante a permanência na UCI assistiu-se a insuficiência renal com deterioração hemodinâmica progressiva apesar das medidas instituídas, vindo o doente a falecer ao 5º dia de pós operatório.A abordagem combinada cardíaca + abdominal tem sido raramente descrita nestes casos, e apesar da magnitude da cirurgia era no entanto absolutamente necessária neste doente. Este facto, associado à necessidade de nefrectomia direita, poderá ter sido responsável pela evolução clínica pós-operatória.

V695
Título“Split In Situ” Com Ressecção Portal “No Touch” No Tratamento De Um Caso Difícil De Tumor De Klatskin
AutoresHugo Pinto Marques*, João Santos Coelho*, Raquel Mega*, Pedro Rodrigues**, Gil Gonçalves**, Eduardo Barroso*
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Resumo
A ressecção portal com a técnica “no touch” pode associar-se a um ganho na sobrevivência nos tumores de Klatskin.Em doentes com volume hepático insuficiente para uma hepatectomia major, o “Split in situ” ou ALPPS (Associating Liver Partition and Portal vein Ligation for Staged hepatectomy) tem surgido como uma técnica promissora.Caso clínico:doente de 34 anos com tumor de Klatskin IV,bilirrubina total(BT) 26 mg/dl.Volumetria:fígado remanescente de 19%.Após drenagem biliar externa (DBE) eficaz, submetido a embolização portal direita + segmento IV.Volume de fígado restante 38%. Por agravamento da icterícia, colocadas várias DBE sem sucesso,mantendo BT de 8 mg/dL.Decidida realização de “Split in situ” + ressecção portal “no touch”. 1-4-2012:hepatectomia direita + segmentos I e IV(secção parenquimatosa apenas), ressecção da via biliar extra-hepática e ressecção portal.No pós-operatório,ascite persistente.1-6-12: submetido a totalização de hepatectomia direita. Alta ao 15º dia de pós-operatório. Exame histológico:ressecção RO. Sem doença aos 5 meses de seguimento. A escolha do ALPPS é ainda assunto de debate por ser um procedimento recente e associado a elevada morbilidade. Neste caso, foi utilizada para resolver a icterícia e usar o fígado direito como fígado auxiliar durante o período de regeneração hepática. Do conhecimento dos autores, a utilização do ALPPS com este objectivo e a sua associação à técnica de ressecção portal “no touch” não foram ainda descritas na literatura.