Melhores Posteres

P040
TítuloAneurisma Da Veia Mesentérica Superior - Caso Clínico
AutoresTeixeira, JN; Simão,R; Marques,MC; Pinheiro LF
HospitalCentro Hospitalar TondelaViseu, EPE

Resumo
Os aneurismas venosos do tronco da veia mesentérica superior (VMS) são extremamente raros, encontrando-se descritos até à data, somente 8 casos na literatura. Esta malformação pode ser congénita ou adquirida. Quando congénita pode estar associada a aumento da expressão de metaloproteinases e, quando adquirida, a doença hepática, hipertensão portal, trauma ou inflamação. Cursam normalmente de forma assintomática, sendo descobertos acidentalmente aquando de um exame abdominal por TC ou ecografia. Quando diagnosticados, têm indicação para cirurgia pelo risco de trombose aguda ou rotura, com risco de morte imediata. Nas opções estratégicas para o seu tratamento foram descritas a ressecção aneurismática com enxerto venoso, a ressecção com interposição protésica, a ressecção com laqueação dos topos, e a ressecção / bypass com veia esplénica. Os autores apresentam um caso de aneurisma sacular da VMS, junto do confluente espleno-portal em localização retropancreática, numa doente com 41 anos sem quaisquer antecedentes patológicos conhecidos.Foi descoberto acidentalmente no decurso de uma TC requisitada para estudo das glandulas suprarrenais num quadro de discreto hiperaldosteronismo. Procedeu-se a cirurgia de ressecção do aneurisma com agrafadora vascular sem necessidade de clampagem ou enxertos de interposição. Os autores concluem que os aneurismas venosos da VMS quando de tipo sacular podem ser tratados sem necessidade de pontagens venosas ou enxertos protésicos.

P063
TítuloCarcinoma Gástrico - Revisão De Casos
AutoresAna Teresa Bernardo, Teresa Eloi, Luís Amaral, António Silva Melo
HospitalHospital do Divino Espírito Santo de Ponta Delgada, EPE

Resumo
Nos últimos anos assistiu-se a um declínio importante na incidência global de carcinoma gástrico. Contudo, representa ainda uma das principais causas de morte por cancro no nosso país. Apesar do prognóstico dos pacientes com carcinoma gástrico avançado ter melhorado com a terapêutica sistémica, a ressecção cirúrgica continua a ser única alternativa terapêutica potencialmente curativa. Ao longo dos últimos anos tem-se vindo a abandonar as ressecções de carcinoma gástrico com intuito paliativo, reservadas actualmente para as situações particulares que cursam com hemorragia ou estenose. Esta estratégia permite diminuir a morbimortalidade associada a este procedimento cirúrgico, nas situações paliativas em que não condiciona beneficio adicional sobre a qualidade de vida dos doentes. Desta forma, propomo-nos apresentar a série obtida no nosso Hospital dos últimos 5 anos, de Janeiro de 2008 a Dezembro de 2012. Foi efectuado um estudo retrospectivo baseado no processo clínico dos doentes, que incide nos dados clinicopatológicos, exames auxiliares de diagnóstico que serviram de base para o diagnóstico e estadiamento dos carcinomas gástricos; decisão terapêutica, sistémica ou cirúrgica, tipo de intervenção cirúrgica efectuada, morbilidade major e mortalidade pós-operatória, resultados histólogicos e o follow-up dos doentes obtido até à data. Neste período de estudo obteve-se uma série de carcinomas gástricos em número superior a 110 casos neste hospital periférico, que poderá ser representativa quando comparada à de outros Hospitais de referência.

P221
TítuloGist – Análise Casuística De 12 Anos
AutoresMariana Santos, Ana Marta Pereira, Rui Ferreira de Almeida, Trovão Lima, Gil Gonçalves, Mário Nora
HospitalCentro Hospitalar Entre Douro e Vouga, EPE

Resumo
Introdução:Os tumores do estroma gastrointestinal (GIST) são entidades bem definidas graças à identificação dos seus processos moleculares.O tratamento cirúrgico isolado ou associado ao tratamento adjuvante com inibidores das tirosina-quinases permitiu melhorar o prognóstico desta entidade. Objetivo:Análise da casuística do Serviço de Cirurgia do CHEDV no tratamento de GIST. Método:Estudo retrospectivo de doentes com GIST submetidos a cirurgia entre Janeiro de 2000 e Dezembro de 2011. Resultados:Total 40 doentes,63%(25) mulheres e 37%(15) homens, com idade média de 66,4 anos e follow-up médio de 6,25 anos. Em 40%(16) a apresentação foi hemorragia digestiva, em 27%(11) sintomas dispépticos e em 3%(1) sintomas constitucionais;30%(12) eram assintomáticos.A localização gástrica foi a mais frequente (32;80%).As cirurgias mais realizadas foram:gastrectomia atípica (20),gastrectomia subtotal com gastrojejunostomia BII (6) e enterectomia segmentar (6).No que respeita ao risco biológico,30%(12) eram de alto risco, 20%(8) de risco intermédio e 50%(20) de risco muito baixo/baixo.Cinco doentes, todos de alto risco, recidivaram, dos quais 2 faleceram;74% dos doentes mantêm-se livres de doença. Conclusões:Os GIST são raros (na nossa série,40 casos em 12 anos) com um comportamento biológico variável.Cumprindo princípios oncológicos,a cirurgia é o único tratamento curativo.Todos os doentes com GIST de baixo risco mantêm-se livres de doença;os de alto risco têm um prognóstico mais reservado.

P285
TítuloTécnicas Minimamente Invasivas Para Pancreatite Aguda Grave
AutoresSílvia da Silva, Mónica Rocha, Jaime Vilaça
HospitalCentro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE

Resumo
Introdução: A abordagem cirúrgica moderna da pancreatite aguda grave rege-se por dois aspectos fundamentais: ser tardia e minimamente invasiva. Objectivos: Sumariar e descrever as técnicas minimamente invasivas usadas pelo grupo na abordagem destes doentes. Material e Métodos: Revisão dos casos tratados e descrição pormenorizada da técnica. Resultados: Os doentes intervencionados foram abordados quando havia sinais de colecção ou necrose pancreática infectada ou síndrome de compartimento abdominal e, idealmente, após a 3ª semana de evolução da doença. A técnica mais comum é a drenagem percutânea guiada por ecografia ou TC. Na necrose do compartimento central usou-se a abordagem laparoscópica transmesocólica ou a minilaparotomia epigástrica videoassistida. Nas necroses da cauda abordou-se por retroperitoneoscopia. No síndrome de compartimento abdominal usou-se a lavagem laparoscópica e fasciotomia subcutânea com bisturi harmónico. Conclusões: À semelhança dos resultados de outros grupos, esta estratégia “step-up” tem-se revelado muito apelativa nos resultados e na diminuição da morbilidade. A dedicação a estes tratamentos tem-nos levado a desenvolver variantes técnicas que aqui descrevemos por primeira vez. Nota: Apresentado no XXIV Encontro Internacional de Cirurgia, Porto, Novembro 2012.

P334
TítuloMetástase Única Supra-Renal De Carcinoma Ductal Invasor Da Mama
AutoresSantos M.; Barbosa L.; Francisco E.; Furtado A.; Sousa J. A..; Tavares, A.;Viveiros F.; Maciel J
HospitalCentro Hospitalar de Vila Nova de Gaia/Espinho, EPE - Unidade II

Resumo
Introdução: O Carcinoma ductal invasor (CDI) é o tipo mais comum de cancro da mama, constituindo cerca de 70-85% de todos os carcinomas invasivos da mama. O CDI metastiza mais frequentemente para o pulmão, fígado, osso e cérebro, e raramente para a glândula supra-renal. Caso Clínico: M.M.S., sexo feminino, 58 anos, com antecedentes de mastectomia simples direita com pesquisa de gânglio sentinela em 2010, seguida de tratamento adjuvante com quimioterapia (QT) e hormonoterpia (HT) por carcinoma ductal invasor, pT2 N0(sn) M0, G2, R0 (Estadio IIA). No segundo ano de follow-up, verificou-se elevação do Ca 15.3. O estudo complementar com TC, RMN e PET revelou, como única alteração, formação nodular da supra-renal esquerda. Foi realizada adrenalectomia esquerda laparoscópica. O exame histopatológico confirmou metástase de CDI da mama. Discussão: Devido à extrema raridade de metastização única, de cancro da mama, para a glândula supra-renal, particularmente de CDI o tratamento ideal ainda não está estabelecido. No entanto, estudos sobre algumas neoplasias malignas sugerem que, quando a metastização surge isoladamente na glândula supra-renal, a adrenalectomia leva a um aumento na sobrevida. O caso em epígrafe realça a importância do follow-up destes doentes, uma vez que mesmo em doentes com um estadio inicialmente precoce e submetidos a QT, pode haver desenvolvimento de metastização à distância, mesmo em localizações incomuns.

P341
TítuloReconstrução Do Nervo Laríngeo Recorrente - Estudo Experimental
AutoresLuís Silveira, Isabel Dionísio, Pedro Serralheiro, Luís Antunes, Severiano Silva e David Ferreira
HospitalOutro / Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade da Beira Interior

Resumo
O nervo laríngeo recorrente (NLR) é o único no organismo que contém fibras com funções motoras antagónicas: adução e abdução das cordas vocais (cv). Nenhum método, até agora conhecido, consegue remobilizar a cv, quando se verifica uma lesão per-operatória. Em cabras, os autores ensaiaram a interposição de um enxerto de veia preenchida com músculo (vm) com o objetivo de verificar a existência de tropismo seletivo entre as fibras dos topos do NLR seccionado e restabelecer o movimento normal da cv. Foram operadas nove cabras, abordado o NLR esquerdo, seccionado a cerca de 1cm do cricofaríngeo e excisado um fragmento com 5mm. Nas seis cabras do Grupo I (GI), colocou-se um vm entre os topos do nervo; nas três do Grupo II (GII), aquele não foi reconstruído. Passados cerca de 11 meses as cabras foram de novo operadas. Antes e depois de cada intervenção (ic) foram efetuados filmes registando o movimento das cv. Antes da 1ª ic todas as cv se movimentavam simetricamente; depois das duas intervenções as cv esquerdas estavam paralisadas; nos vídeos antes da 2ª ic: no GI, em cinco das seis cabras as cv movimentavam-se simetricamente; no outro animal, a cv esquerda movimentava-se com simetria mas menor amplitude; no GII, em duas as cv esquerdas estavam paralisadas e em uma quase com simetria. Este método, em cabras, foi o único a conseguir 100% de mobilização eficaz da cv, portanto existiu um tropismo das fibras adutoras e das abdutoras para as de igual sinal do topo oposto. Este foi através do enxerto vm, porque quando aquele foi excisado a cv paralisou de novo. A reconstrução do NLR com enxerto de veia preenchida com músculo é um método eficaz, de simples execução e que não deixa sequelas estéticas ou nervosas. É licito aplicá-lo no homem e espera-se que obtenha idêntico resultado.

P459
TítuloRadioterapia Neoadjuvante No Carcinoma Do Recto: Resposta À Terapêutica E Sua Toxicidade
AutoresJoão Casalta-Lopes(1) , Inês Nobre-Góis(1), Tania Teixeira(1), Mário Rui Silva(2), Anabela Sá(3), Margarida Borrego(1), Paula Soares(1)
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Resumo
Introdução: O carcinoma do recto localmente avançado (CRLA) é habitualmente tratado com Radioterapia (RT) seguida por Cirurgia. Existem 2 esquemas possíveis para irradiação neoadjuvante: o longo (EL), associado a quimioterapia (QT), e o curto (EC) Objectivos: Comparar resposta e toxicidade à terapêutica com EL e EC em doentes com CRLA Material e Métodos: Incluídos retrospectivamente doentes com CRLA tratados de 2002 a 2012. RT pré-operatória realizada segundo EL ou EC. Resposta avaliada pela classificação pTNM e regressão de Dworak (GRD); toxicidade pela escala CTCAE3 Resultados: Foram incluídos 215 doentes de EL e 55 de EC. Os de EC tinham idade superior e Karnofsky inferior aos de EL (p que facilita uma ressecção curativa, à custa de uma toxicidade tolerável

P586
TítuloÍndice Proliferativo Ki-67 No Cancro Gástrico
AutoresCelso Nabais, Caldeira Fradique, Lígia Costa, Fernanda Cabrita, Alexandra Pupo, Luísa Quaresma, Gualdino Silva, Mateus Marques, Jorge Esteves, Guedes da Silva, Mário Oliveira, Filomena Pina
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Resumo
Introdução O cancro gástrico representa ainda uma das principais causas de mortalidade por doença oncológica a nível mundial, apesar da evolução substancial no seu tratamento. Diversos marcadores biológicos têm sido introduzidos com intuito prognóstico da doença. A proteína Ki-67 através de técnicas imunocitoquímicas tem sido utilizada como um indicador da actividade proliferativa tumoral. No cancro gástrico o seu valor prognóstico ainda não foi estabelecido, sendo os resultados na literatura controversos. Este estudo pretende avaliar o significado biológico do índice proliferativo Ki-67 no cancro gástrico. Métodos Foram estudados 50 doentes com cancro gástrico submetidos a cirurgia ressectiva. A proteína Ki-67 foi analisada por imunocitoquímica nas peças operatórias. O índice proliferativo Ki-67 foi definido como a percentagem de células tumorais positivas para a proteína. Resultados Dos 50 casos estudados foi obtido um índice proliferativo Ki-67 de 68.9 ± 24.1%. Foram correlacionadas as variáveis sexo, idade, localização e dimensão tumoral, classificação TNM, estadio e tipo histológico de Lauren. Apenas esta última revelou diferenças estatisticamente significativas entre os respectivos tipos (P = 0.004). Conclusão Os achados encontrados não permitem definir inequivocamente o valor prognóstico do índice proliferativo Ki-67. Será importante prosseguir o estudo com uma amostra populacional superior, para que conclusões estatisticamente significativas possam ser elaboradas.

P633
TítuloUma Experiência Com Oxigenoterapia Hiperbárica
AutoresTARÉ, FILIPA; MOURATO, Beatriz; SERRANO, Pedro; FIALHO, Guilherme; ROSADO, Daniela; FIGUEIREDO, Gilberto; CAPOTE, Hugo; BARBOSA, Ilda
HospitalUnidade Local de Saúde do Norte Alentejano, EPE

Resumo
A fasceíte necrotizante (FN) consiste numa infecção bacteriana rapidamente progressiva que envolve o tecido celular subcutâneo e a fascia superficial, à qual está associada uma elevada morbi-mortalidade. O reconhecimento precoce desta infecção é crucial para um prognóstico favorável e a abordagem terapêutica primária da FN inclui, essencialmente, antibioterapia de largo espectro e desbridamentos cirúrgicos vários. A oxigenoterapia hiperbárica tem vindo a ser utilizada como um adjuvante eficaz no tratamento da FN graças à sua acção antimicrobiana, entre outros efeitos benéficos. Reporta-se aqui o caso de um homem de 60 anos, fumador, com quadro inicial de fleimão do pé e perna esquerdos a quem foi desde logo instituída antibioterapia adequada e realizado desbridamento cirúrgico com confirmação do diagnóstico de FN. Proposto desde o 1º dia de pós-operatório para oxigenoterapia hiperbárica no Centro de Medicina Subaquática e Hiperbárica da Marinha, tendo tido necessidade de apenas mais um desbridamento cirúrgico alargado. Sob este esquema terapêutico verificou-se uma boa evolução e cerca de mês e meio após a admissão realizou-se enxerto cutâneo na zona afectada com viabilidade e sucesso.

P640
TítuloLesões Iatrogénicas Da Via Biliar Em Colecistectomia Via Laparoscópica - Experiência Do Centro Hepato-Bílio-Pancreático E Transplanta ...
AutoresAlmeida T., Mega R., Marques H.P., Barroso E.
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Resumo
A Colecistectomia Via Laparoscópica (CVL) é o tratamento gold standard para a patologia benigna da vesicula biliar. A incidência de lesões iatrogénicas da Via Biliar (LIVB) aumentou de 0,1 a 0,2% para 0,4 a 0,7% com a globalização desta técnica. As lesões iatrogénicas associam-se a uma elevada morbilidade, diminuição da qualidade de vida do doente e a uma mortalidade valorizável. Múltiplas classificações foram propostas para aprimorar o diagnóstico e orientação terapêutica, embora nenhuma tenha sido aceite universalmente. Apresentamos a experiência de 7 anos do Hospital de Curry Cabral (HCC) na reparação de LIVB em CVL. Em 1594 CVL realizadas no HCC, 3 sofreram LIVB (0,188%), diagnosticadas e reparadas no intra-operatório. Nesse período foram referenciados 43 doentes de outros hospitais, 10% com lesão vascular associada. As intervenções cirúrgicas variaram de reparações imediatas, precoces ou tardias desde Coledoco-coledocostomia com Tubo em T a Hepatectomia direita com hepaticojejunostomia. As complicações mais frequentes foram as fistulas biliares, os abcessos intra-abdominais e as colangites recorrentes. Um doente evoluiu para cirrose biliar secundária (2%). A mortalidade foi de 1 doente (2%). A extensão da lesão, o momento do reconhecimento e a condição clínica do doente determinam o tipo de reparação. A referenciação precoce para uma equipa com experiência na reparação de LIVB é fundamental em casos seleccionados.