Melhores Comunicações Orais

C117
TítuloA Doença De Crohn Perianal Constitui Um Problema Insolúvel?
AutoresJúlio S. Leite, Sheila Martins, Ana Oliveira, António Manso, Alexandre Monteiro, F. Castro Sousa.
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Resumo
Introdução A doença de Crohn perianal fistulizante causa significativa morbilidade com escassa probabilidade de melhoria através de medidas cirúrgicas exclusivas; por outro lado, a persistência de drenos afecta a qualidade de vida. O objectivo do estudo consistiu na avaliação dos resultados numa série com tratamento médico- cirúrgico “agressivo”. Métodos Entre 2002 e 2011 analisaram-se todos os doentes com doença de Crohn perianal complicada que foram tratados com drenagem e seton se associavam abcesso e posterior tratamento biológico, seguido de cirurgia definitiva; continuavam depois tratamento médico de manutenção. A resposta clínica foi classificada em remissão completa (ausência de drenagem mais de 12 meses), sintomas ligeiros ou recorrência Resultados Foram incluídos 33 doentes, com a idade média de 36 anos (16 - 80 a). Não existia proctite activa em 25 casos e a opção cirúrgica foi a fistulotomia em 20, associando seton em 9, e o retalho de deslizamento em 5. Após o follow-up médio de 38 meses (12 - 96 m.) registaram-se 18 doentes em remissão completa (72%), seis (24%) com sintomas ligeiros e um com recidiva. Nenhum apresentava incontinência fecal. Nos oito doentes que associavam proctite activa foram efectuadas proctectomias em 5 (63%) casos, todos com cicatrização do períneo; 2 doentes realizaram derivação fecal, tendo uma idosa falecido em sépsis; noutro, com fístulas supra-esfinctéricas, drenagem com seton. Conclusão Confirmou-se que o tratamento médico-cirúrgico agressivo da doença de Crohn perianal permite a obtenção de aceitáveis resultados. Os casos com proctite refractária à terapêutica médica necessitam, frequentemente, de proctectomia que, nesta série, conduziu a significativa melhoria da qualidade de vida.

C225
TítuloHernioplastia Inguinal Via Laparoscópica Em Regime De Ambulatório
AutoresCarlos Magalhães, Ana Povo, Artur Flores
HospitalCentro Hospitalar do Porto, EPE

Resumo
O autor apresenta a experiência da Unidade no tratamento de hérnia inguinal, com abordagem por via laparoscópica, no período de Janeiro de 2007 a Dezembro de 2011. Neste período foram submetidos a cirurgia um total de 152 doentes, totalizando 263 hérnias (112 bilaterais). A idade média foi de 52 anos, sendo 147 pacientes do sexo masculino. A técnica utilizada foi de TEP em 137 casos e em 15 a abordagem por TAPP, tendo sido associada em 4 casos, uma colecistectomia laparoscópica. A hérnia apresentou-se como recidivada em 15% das situações. Todos os doentes foram submetidos a Anestesia Geral, com um tempo médio de cirurgia de 48 minutos e todos tiveram alta no próprio dia da intervenção cirúrgica. A morbilidade pós operatória foi de 9,8% e a taxa de recidiva foi de 3%. A avaliação da dor no pós operatório foi classificada como ausente ou ligeira por todos os doentes, tendo estes reiniciado as suas atividades diárias em média ao fim de 4 dias e as suas atividades profissionais em média ao fim de 8 dias. A Unidade de Cirurgia de ambulatória coloca as seguintes indicações, para possibilidade de abordagem por via laparoscópica; - hérnia inguinal bilateral - hérnia inguinal recidivada - hérnia inguinal associada a outra patologia intraabdominal - hérnia inguinal em pacientes em idade activa

C245
TítuloHepatocarcinoma: Avaliação Do Interesse Da Invasão Microvascular Como Factor Prognóstico No Tratamento.
AutoresJG Tralhão, R. Martins, M. Serôdio, C. Carvalho, B. Costa, M. Martins, H. Alexandrino, MA Cipriano, FC Alves, ME Mártires, F. Castro e Sousa.
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Resumo
Introdução: O hepatocarcinoma (CHC) constitui a terceira causa de morte por cancro, sendo diagnosticados cerca de 1500000 novos casos/ano. A sobrevida sem hepatectomia não ultrapassa, na maioria das séries, os 10 meses. A opção entre Ressecção (RH) vs Transplantação Hepática (TH), únicas opções terapêuticas com potencialidades curativas, continua controversa. Objectivos: avaliar os resultados da RH do CHC no nosso Serviço entre 1990 e 2012. Material e métodos: 95 doentes com a idade média de 64±11,7 (34-85) anos, 85% homens; 68% dos pacientes sofriam de hepatopatia crónica e 90% foram classificados como Child-Pugh A. O diâmetro médio das lesões era de 66±48 mm (17-280), 87 eram solitárias (79%); 39% dos casos respeitavam os critérios de Milão; 15 submetidos a quimio-embolização e dez a embolização portal pré-operatória. Realizaram-se 65 RH minor e 44 major. Em seis doentes a RH foi realizada por via laparoscópica. Utilizou-se o modelo de regressão de Cox no estudo da sobrevida. Resultados: 1) A mortalidade operatória (3 meses) foi de 5,5% e a morbilidade de 43,8%. 2) Treze doentes foram re-operados por lesões metácronas: TH (4) e rehepatectomia (9). 3) A sobrevida actuarial, aos cinco anos, foi de 58% e aos dez de 45,7%. 4) A sobrevida livre de doença foi de 47,8% aos 5 anos e de 36,4% aos 10 anos. 5) No sub-grupo de doentes sem invasão microvascular a sobrevida actuarial foi de 75,9% aos 5 anos e de 60% aos 10 anos. Conclusão: A RH do CHC pode ser realizada com morbimortalidade aceitável, aumentando, significativamente, a sobrevida destes doentes; em particular nos tumores sem invasão microvascular. A RH parece constituir, neste contexto, uma alternativa válida ou uma ponte para o TH; em particular se o tempo de espera para TH for prolongado.

C254
TítuloDesenvolvimento De Um Novo Modelo De Adenocarcinoma Colo-Rectal Do Cólon Sigmóide E Recto Com Metástases Hepáticas E Pulmonares.
AutoresMA Gomes1, JG Tralhão1,2,3, AM Abrantes1,2, E Tavares-Silva3, A Barros1, L Coutinho1, J Casalta-Lopes1, M Laranjo1,2, RH Gouveia1,4, D Priolli5, ND Vieira4, L Carvalho6, MF Botelho1,2, F. Castro Sousa,1,2.3.
HospitalCentro Hospitalar e Universitário de Coimbra, EPE

Resumo
Introdução: Os modelos animais (MA) são fundamentais no estudo dos mecanismos moleculares do cancro, devendo mimetizar as características da progressão tumoral no homem. Contudo os modelos heterotópicos não evidenciam metástases, factor importante num bom MA de cancro. O modelo ortotópico mais usado no adenocarcinoma colo-rectal (CCR) é a implantação no cego; contudo esta localização representa, apenas, 30% dos CCR no homem. Tornava-se assim necessário desenvolver um novo MA de CCR no cólon esquerdo e recto (mais frequentes). Objectivo: desenvolvimento de um MA de CCR do cólon esquerdo e recto com metástases á distancia Métodos: Três linhas celulares humanas de CCR (WiDr, C2BBe1 e LS1034) foram injectadas (10-14×106 células/animal) em ratos RNU (n = 25) submetidos a colostomias do descendente com fístula mucosa do cólon distal. Avaliámos a progressão tumoral através de medicina nuclear, utilizando o 99mTc-MIBI e do estudo histopatológico. Resultados: 1) Apenas as linhas WiDr e C2BBe1 desenvolveram localmente tumor com características histológicas semelhantes às do Homem. 2) Só a linha C2BBe1 desenvolveu metástases pulmonares e hepáticas. Os estudos imagiológicos e histopatológico puseram em evidência a captação tumoral e a possível metastização à distância. Conclusão: Foi possível obter, pela primeira vez, um MA de CCR com metástases hepáticas e pulmonares. Este modelo animal poderá contribuir para um melhor conhecimento do CCR e para o estudo da eficácia de novas opções terapêuticas desta neoplasia.

C297
TítuloTiroidectomia Total. Novo Paradigma Da Moderna Cirurgia Da Tiroideia
AutoresH. Bicha Castelo, José Rocha, J. Martins, J. Girão, F. Carepa
HospitalCentro Hospitalar de Lisboa Norte, EPE

Resumo
Apresentamos, em análise prospectiva, os resultados cirúrgicos obtidos em 3387 doentes operados no Serviço por Patologia Tiroideia, no sentido de definir marcadores de qualidade neste tipo de cirurgia. Entre Janeiro de 2000 e Outubro de 2012, tratámos na Unidade Funcional de Cirurgia Endócrina do Serviço 3387 doentes. Sob Protocolo e abordagem cirúrgica standadizada, 24h antes e depois da intervenção cirúrgica foi efectuada Laringoscopia Directa e doseamentos de PTHi, desconhecendo o Observador ORL o diagnóstico e a intervenção efectuada. Tratámos predominantemente mulheres – 80,98% -, com X= 41,3 anos e portadoras de Patologia Benigna – 64,13% -. Foram efectuadas Lobectomias em 14,13% dos casos, Totalizados 13,15% doentes e 73,41% Tiroidectomias Totais, com 24,07% de Esvaziamentos Cervicais. A Morbilidade Global é de 3,96% e a Mortalidade de 0,09%. Analisadas as taxas de morbilidade por patologias e tipos de intervenção, confirmámos que os maiores índices destas complicações ocorrem após esvaziamentos cervicais. Ao contrário, a tiroidectomia total não se apresentou como factor, independente ou cumulativo, de risco operatório. O rigor da indicação cirúrgica é um princípio inquestionável que, quando criteriosamente discutida e personalizada, trás para a Tiroidectomia Total acrescidas indicações pelo que, face aos nossos resultados, deve constituir-se como intervenção padrão em termos de análise de risco e, assim, como Novo Paradigma da Moderna Cirurgia da Tiroi

C371
TítuloCirurgia Laparoscópica Convencional E Cirurgia Com Extracção Transanal Da Peça Operatória Nas Ressecções Do Colon Esquerdo
AutoresCarlos Costa Pereira, Joaquim Costa Pereira, Cristina Martinez Ínsua, Susana Costa, Licínio Soares, Jacinta Queirós, Arnaldo Ferreira
HospitalCentro Hospitalar Tâmega e Sousa, EPE

Resumo
Introdução A cirurgia NOSE (natural orifice specimen extraction) é o próximo passo nas técnicas de mini-invasão. Tem potencial para melhorar a recuperação dos doentes no pós-operatório. Objectivos Comparar os resultados a curto e médio prazo dos doentes submetidos a ressecção do colon esquerdo por laparoscopia convencional e por NOSE Materiais/Métodos Pesquisa em base de dados prospectiva com inclusão de todos os doentes submetidos a ressecções laparoscópicas do colon esquerdo no período de Fevereiro 2011 a Novembro 2012. Foram seleccionados 39 doentes com idade média de 63,6 anos (38-81); 24 (61,5%) homens. Em 22 (56,4%) foi efectuado NOSE, nos restantes 17 (43,6%) foi efectuada laparoscopia convencional. Resultados O tempo médio de internamento pós-operatório foi de 5,9 dias (2-36). Na comparação dos doentes sem complicações o tempo de internamento foi inferior no grupo NOSE (3,95 vs 5,75)(p=0,025). Apenas 9,1% dos doentes submetidos a cirurgia NOSE apresentaram complicações durante o internamento. No grupo laparoscopia foram 29,4% (NS). Destes, a maioria foram complicações da parede abdominal (4/5 casos). 3 doentes (2 NOSE) foram reinternados. No total, 6 doentes necessitaram de ser submetidos a reintervenções por complicações relacionadas com a cirurgia. Conclusão A cirurgia NOSE do cólon esquerdo é uma alternativa exequível, diminui o tempo de internamento pós-operatório sem aumento de complicações e diminuindo a morbilidade relacionada com a incisão de asistência.

C470
TítuloPoder-Se-Á Evitar O Esvaziamento Axilar Na Micrometastização Do Gânglio Sentinela No Cancro Da Mama?
AutoresPereira, J.C.; Araújo, C.; Sousa, A.; Capelo, R.; Dias, T.; Giesteira, L.; Reis, P.; Antunes, P.; Brito, D.; Sousa, F.; Dias, C.; Castro, F.; Maia, N.; Abreu de Sousa, J.
HospitalInstituto Português Oncologia do Porto Francisco Gentil, EPE

Resumo
INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS Numa proporção significativa de doentes com cancro da mama o gânglio sentinela (GS) apresenta metástases menores ou iguais a 2 mm. Na maioria dos casos em que se efectua esvaziamento axilar (EA) não existe doença ganglionar residual. Os autores propõem-se a avaliar o impacto do EA na sobrevivência global das doentes com micrometastização do GS. MATERIAL E MÉTODOS Estudo coorte, retrospectivo, unicêntrico, de 554 doentes com carcinoma invasor da mama, tratadas com cirurgia primária entre 1/1 e 31/12 de 2007. RESULTADOS Das 554 doentes, foram submetidas a biópsia de GS 489 casos cN0 (88,3%). Apresentavam metastização do GS 168 doentes (34,4%) e em 27 doentes (16,1%) foi identificada micrometastização. Destas foram submetidas a esvaziamento axilar 23 doentes (85%). Não se detectou doença residual em 91,3% dos casos. Não foi efectuado EA em 4 doentes. Nesta amostra, 74,1% dos casos efectuaram radioterapia adjuvante e 85,2% quimioterapia adjuvante. A mediana do follow-up foi 61 meses. Foi registado um caso de recidiva axilar do grupo das doentes que não realizaram esvaziamento axilar. No entanto, a sobrevivência global aos 5 anos foi de 95,7% nas doentes que realizaram EA e de 100% nas doentes que não efectuaram EA. CONCLUSÕES Este estudo demonstra que a incidência de envolvimento tumoral de gânglios não sentinela é muito baixa nas doentes com micrometastização do GS. O EA em doentes com micrometastização do GS não parece ter impacto na sobrevivência.

C509
TítuloPeritonectomia E Quimioterapia Hipertémica Intraperitoneal No Tratamento Da Metastização Peritoneal
AutoresNuno Abecasis, Manuel Limbert, José Crespo Mendes de Almeida
HospitalInstituto Português Oncologia de Lisboa Francisco Gentil, EPE

Resumo
Introdução: A peritonectomia seguida de quimioterapia intraperitoneal hipertérmica (HIPEC) veio alterar o panorama uniformemente fatal da metastização peritoneal. Material e Métodos: Análise retrospectiva de 86 procedimentos, 76 doentes submetidos a 1 tratamento, 9 a 2 e 1 a 3. Histologia do tumor primário: adenomucinose em 27, carcinoma mucocelular do apêndice 20, carcinoma cólon e recto 21, mesotelioma 7, carcinoma ovário 6, carcinoma estômago 2 e tumor primário desconhecido 3. Resultados - Morbilidade major em 78,8% dos doentes. Causas mais frequentes choque hipovolémico (27 doentes), choque distributivo (29), ARDS (36), sepsis (21), abcessos (12) e fistulas (20). Mortalidade hospitalar: 16,3% (14 doentes), com distribuição marcadamente assimétrica ao longo da série: 1 em 26 de 2002-6 (4%), 12 em 28 de 2007-9 (42,8%) e 1 em 32 de 2010-2 (3,1%). As causas foram: Choque hemorrágico – 6, sepsis – 4, aspiração de vómito – 2, coma – 1 e isquémia mesentérica – 1. Os factores com associação estatisticamente significativa à mortalidade foram: idade, unidades de CE transfundidas, unidades de PFC transfundidas e dias de ventilação mecânica. As estratégias adoptadas para controlar a mortalidade foram: redução da duração da cirurgia (de 9,79 horas para 6,45 h ), redução da necessidades transfusionais (de 7,12 U CE para 2,96 ), anastomose colorectais diferidas, cirurgias iterativas e citorredução sem HIPEC. À distância a sobrevida global média da série é de 62 meses e 45% de sobrevida aos 5 anos. Discussão – Os 10 anos em que realizamos cirurgia de citorredução e HIPEC foram um percurso cheio de dificuldades e aprendizagens mas que abriram um horizonte de esperança a um grupo muito seleccionado de doentes com metastização peritoneal .

C531
TítuloCarcinoma Epidermóide Do Esófago Em Doentes Mais Jovens: Comportamento Biológico Mais Agressivo?
AutoresAndré Gonçalves; J. Pinto-de-Sousa; Manuela Baptista; José Barbosa; J. Costa-Maia
HospitalCentro Hospitalar de São João, EPE

Resumo
OBJECTIVO – Avaliar se as características clínico-patológicas e a sobrevida diferem entre os doentes com diagnóstico de carcinoma epidermóide do esófago (EEC) em idade mais jovem e aqueles com diagnóstico em idade mais avançada. MATERIAL E MÉTODOS – O estudo é relativo a 240 doentes com diagnóstico de EEC entre Janeiro de 2004 e Junho de 2012, agrupados em 2 grupos: A <50 anos de idade no diagnóstico (46 doentes, 19%); B >50 anos no diagnóstico (194 doentes, 81%). Estes dois grupos foram comparados em relação ao sexo; comorbilidades; factores de risco; localização, grau de diferenciação e tamanho da neoplasia; estadiamento; tratamento; complicações; e sobrevida cumulativa. RESULTADOS – No grupo A observou-se uma frequência relativa significativamente mais elevada de doentes do sexo masculino (p=0.01); de menor número de comorbilidades (p<0.01); com menor IMC (p=0.03); e, neste grupo, os doentes foram significativamente mais vezes propostos para tratamento neoadjuvante (P=0.04). Os doentes do grupo A submetidos a esofagectomia associaram-se mais vezes a ressecção R1, embora sem significado estatístico. Não se observaram diferenças com significado estatístico na comparação da sobrevida global entre os dois grupos. CONCLUSÃO – De acordo com os resultados deste estudo, os carcinomas epidermóides do esófago em doentes mais jovens não parecem associar-se a características clínico-patológicas mais agressivas e a prognóstico mais reservado.

C619
TítuloBypass Gástrico: Primário, Revisional Ou Após Balão Intra-Gástrico – Quais As Diferenças ?
AutoresF. Casanova-Gonçalves, G.Faria, J. Preto, E. Lima-da-Costa; A. Gouveia; S. Carneiro; J. Barbosa; J. Costa-Maia
HospitalCentro Hospitalar de São João, EPE

Resumo
Introdução:O Bypass Gástrico em Y-Roux (RYGB) é a técnica cirúrgica gold-standard para o tratamento da obesidade mórbida. Além da cirurgia primária, é também uma técnica utilizada na conversão após banda gástrica (por falência ou complicações) e por vezes complementada com a colocação prévia de Balão Intra-Gástrico (BIG). Não é ainda claro se os resultados são semelhantes em todas as situações. O objetivo desde trabalho é comparar os resultados do RYGB primário (P) com o revisional (R) e após colocação de BIG. Métodos:Análise de uma coorte prospectiva de 232 doentes submetidos a BGYR entre Janeiro de 2009 a Dezembro de 2011. Resultados:Dos 232 RYGB, 204 eram P, 9 R e 19 BIG. A idade média foi de 39 anos, 88,8% do sexo feminino com IMC médio de 45,8. Não foram encontradas diferenças significativas nas distribuições de idade (p=0,34), sexo (p=0,8), síndrome metabólico (p=0,4) e % de complicações pós-op (p=0,57). Aos 6 e 12 meses houve uma menor perda de peso na cirurgia revisional após BIG (IMC aos 12 meses: 29,5 P vs 33,1 R vs 34,1 B; p

C689
TítuloSerá A Ressecção Portal "Em Bloco" Oncologicamente Superior À Cirurgia Convencional No Colangiocarcinoma Hilar? Resultados Preliminares
AutoresHugo Pinto Marques, Silvia Silva, Raquel Mega, João Santos Coelho, Américo Martins, Eduardo Barroso
HospitalCentro Hospitalar Lisboa Central

Resumo
Introdução: A ressecção hepática e da via biliar extra-hepática (VBEH) é consensual no tratamento do colangiocarcinoma hilar (CH).O papel da ressecção portal(RP) continua controverso. Objectivos: Analisar a influência da RP no tratamento do CH. Doentes e métodos:Jan 2004-Set 2012, realizada cirurgia de intenção curativa por CH em 95 doentes: ressecção da VBEH apenas (RVBEH, n=20), ressecção da VBEH + Hepatectomia (RH, n=45) e ressecção da VBEH + hepatectomia + ressecção da veia porta (RP, n=30). Resultados: Taxa de ressecção R0:69.5%.Mortalidade operatória:13.6%.Morbilidade major:18,9%. Sobrevivência aos 5 anos:36%. No grupo RP a linfadenectomia foi mais extensa, com mais doença ganglionar, invasão vascular e invasão perineural. Mortalidade superior nos doentes submetidos a ressecção hepática (17.3%) do que a ressecção biliar apenas (0%); p=0.045. A RP não aumentou a mortalidade ou a morbilidade major. Recidiva: menos frequente nos grupos RP (20%) e RVBEH (26.3%) do que no RH (47.7%). Sobrevivência aos 4 anos: RP, 56%; RH, 17%; RVBEH, 34%(p=0.386). Apenas a invasão microvascular influenciou a sobrevida(<0.001). Não houve diferenças na utilização da técnica “no touch” relativamente à RP de necessidade. Conclusões: A ressecção hepática no tratamento do CH é um procedimento de alto risco. A associação da RP não aumenta a morbilidade ou mortalidade, e parece haver alguma vantagem na taxa de recidiva e sobrevivência a longo prazo.